Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 26/08/2021
A série original da Netflix “O Gambito da Rainha” é retratada por volta dos anos de 1960, época característica pelo costume de fumar cigarro por status social. Fora da ficção, a realidade reflete o quão prejudicial é o tabaco para a sociedade hodierna. Dessa forma, a falta de interesse por parte do governo em realizar políticas públicas para o controle do tabagismo no século XXI e a precariedade na ética dos cidadãos mostra que essa problemática cresce cada vez mais. Por isso, torna-se indispensável a discussão dessa questão, com o fito de resolvê-la.
Diante desse quadro, é notável que o Poder Público não invista esforços em uma organização que ajude a população a evitar o uso de cigarros. Na Constituição de 1988, nos Artigos 5 e 6, consta que todos têm direito à proteção, à saúde e à educação. Entretanto, além de não existirem ações positivas para o controle do tabaco, ainda é possível presenciar em novelas e filmes, em rede nacional, o uso dele, como forma de incentivo e prática atraente, o que torna duvidável os Artigos em vigor. Aliás, dificulta totalmente o controle do tabagismo que perpetua no mundo, favorecendo, ainda mais, o lucro na venda de cigarros. Dessa forma, é imprescindível a intervenção do estado nessa situação.
Ademais, a lei de antifumo, que prevê a proibição do ato de fumar em público, não tem uma aparição rigorosa, fazendo com que as pessoas fumem nesses locais e contribuam para a propagação ou intensificação de enfermidades, tanto pessoais, quanto alheias. Isso mostra a falta de ética por trás dos fumantes, pois, não afeta só a eles mesmos, e sim as pessoas em torno deles. A prova disso é a teoria do filósofo Thomas Hobbes, que diz que o ser humano é o seu próprio lobo. Nessa perspectiva, é entendível que a perda da noção da coletividade é o principal motivo da sociedade, resultando na situação incontrolável que a população se encontra. Desse modo, é de extrema importância a discussão dessa problemática, com intuito de diminuir com o individualismo frente ao tabagismo.
Portanto, cabe ao governo, junto com o Poder Judiciário, responsável pelas leis e defensor dos direitos dos cidadãos, ampliar e intensificar a lei antifumo, de modo que a população receba multas caso haja descumprimento da regulamentação. Além de campanhas, realizadas em escolas públicas e privadas, desde o ensino fundamental, junto com a Organização Mundial da Saúde, de modo que conscientize o povo desde cedo. Isso tudo, com o fito de diminuir o consumo do tabaco e a individualização por parte daqueles que não cumprem as normas. Assim, a ignorância a respeito desses problemas será amenizada, e a realidade retratada em “O Gambito da Rainha” deixará de ser tão recorrente e, esperançosamente, será mudada.