Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 25/08/2021
No passado, o uso contínuo do tabaco era frequente na sociedade, sempre associado à superioridade e à notoriedade influenciando a população ao uso, inclusive crianças, por exemplo, com o cigarro de chocolate. Nesse contexto, a falta de informações dos malefícios causados e a popularidade vinda do uso do cigarro persiste no século XXI, fazendo com que o uso e as consequências ,como, vícios e doenças aumentem.
Em primeira instância, o uso de tabaco é retratado em filmes, séries e animações, como uma substância normal e em sua maioria está associada às personagens retratando força e superioridade. Nesse viés, através de alusões como estas, os jovens - principais telespectadores- se sentem influenciados. A exemplo disso, o personagem “Popeye”, herói de desenho animado, é sempre retratado com um charuto aceso em sua boca, no entanto, é forte e sem problemas de saúde. A partir disso, jovens são influenciados e começam a fazer uso de tabaco precocemente, com o intuito de serem ligados à figuras de popularidade e fama. E ainda, ficam suscetíveis a fazerem uso de outras drogas prejudiciais, como maconha e cocaína.
Em segunda instância, a banalização do uso de tabaco é algo intensificador ao consumo, por ser uma substância lícita é vista como normal. Por esse ângulo, nos anos de 1990, havia cigarro de chocolate para atrair o público infantil, porém, o Ministério da Saúde proibiu a fabricação e a comercialização desse produto, também foram proibidas propagandas de ofertas em televisão e foi instituída as consequências nos rótulos do produto, cigarros e seus derivados. Contudo, a falta de atratividade e proibição das propagandas não são o suficiente, porque a falta de campanhas para combate às drogas lícitas, fazem com que as consequências e seus malefícios, como, infartos, cânceres e mortes sejam desconhecidas pela população e o uso não seja diminuído,
Logo, medidas devem ser tomadas para que o tabagismo seja menos presente nas famílias brasileiras. Para isso, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) deve restringir programas e animações que influenciem jovens a fazerem uso de substâncias nocivas e viciantes, como o próprio tabaco, por meio de classificações indicativas mais precisas ou extinção de personagens fumantes nas séries voltadas aos jovens, a fim de que estes que ainda estão se formando socialmente não sejam influenciados. Ademais, programas de combate às drogas como o PROERD ( Programa Educacional de Resistência às Drogas) da Polícia Militar em parceria com as escolas, devem ser mais frequentes, a fim de contribuir com a formação de jovens sábios e com conhecimento bastante a respeito das graves consequências de vícios.