Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 06/09/2021
De acordo com a Constituição de 1988, norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro, a saúde e o bem-estar são direitos inalienáveis, os quais devem ser assegurados pelo Estado. No entanto, na sociedade brasileira, essas garantias não têm sido efetivadas, uma vez que os problemas e consequências do tabagismo mostram-se como um obstáculo que dificulta a garantia desses princípios. Nesse sentido, torna-se indispensável discorrer acerca dos fatores que favorecem essa problemática, sendo eles a ineficácia governamental, bem como a influência da mídia nesse processo. Em primeira análise, o jornalista Gilberto Dimenstein desenvolveu o conceito do “cidadão de papel”, cuja relação está diretamente ligada ao fato do brasileiro ter seus direitos assegurados na Constituição Federal, porém não na prática. Tal fato é concretizado no contexto atual do tabagismo visto que, devido à ineficácia governamental em controlar a situação, muitas pessoas, por consequência dos efeitos nocivos do cigarro, desenvolvem problemas graves de saúde. Isso se torna evidente pela carência de esforços públicos em promover a conscientização geral acerca da fatalidade do produto. Dessa forma, é nítido que o Estado age como um promotor dessa problemática, sendo assim, necessário mudanças para garantir o bem-estar aos cidadãos.
Ademais, é válido ressaltar o papel da mídia, a qual colabora com a perpetuação do tabagismo e suas consequências. De acordo com Guy Debord, em sua análise sobre a “Sociedade do Espetáculo”, o indivíduo contemporâneo tende a exibir padrões de comportamento do meio tecnológico. Sob esse viés, devido a normalização e idealização do cigarro, apresentado em filmes e seriados, muitas pessoas passam a consumir o produto. Sendo assim, devido a esse espelhamento, as consequências são vistas, sendo elas: a diminuição da expectativa de vida e o câncer de pulmão. Com isso, o cidadão tem sua qualidade de vida reduzida, bem como são restritos de suas garantias previstas na Carta Magna do país.
Portanto, medidas para solucionar esse problema devem ser tomadas. Assim, cabe ao Governo Federal, mais especificamente o Ministério da Saúde, destinar verbas para a criação de campanhas no âmbito nacional. Isso deve ser feito por meio de palestras, ministradas por profissionais capacitados, como médicos e especialistas, no meio físico e no cibernético, com o intuito de instruir os cidadãos acerca da da fatalidade do cigarro. De tal maneira a assegurar que todo cidadão brasileiro está bem informado para tomar sua própria decisão sobre o consumo do produto, tendo consciência das consequências. Por certo, o Brasil poderá superar esse cenário perigoso e preocupante.