Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/09/2021

No Brasil e no resto do mundo, o início do século XX até mais da metade do mesmo, foi marcado pela grandiosidade do cigarro. Dessa maneira, esse ato era associado ao poder, à elegância e ao charme, em vista disso, a indústria cinematográfica Hollywood, explorava o “glamour” do fumo em seus atores principais. Como resultado, muitos indivíduos começaram a fumar para se encaixar nos padrões de vida que os filmes apresentavam e a vida social exigia. Dessa forma, é de consciência coletiva os danos que o tabagismo traz para toda sociedade fumante e não fumante, assim, é preciso arquitetar medidas para atenuar esse vício, a fim de reduzir as doenças que são derivadas do tabaco.

Sob essa perspectiva, é notório as consequências que o cigarro acarreta para os indivíduos que fazem o uso, como aumento de doenças cardíacas, maiores chances de câncer e AVC, por exemplo. Desta maneira, para conter o uso deste produto, a Constituição da República Federativa do Brasil, na lei n° 12.546, veta qualquer propaganda comercial de mercadorias derivadas do tabaco em todo território nacional. Além disso, as embalagens do cigarro dispõem de imagens chocantes, que são resultados da utilização do produto. Contudo, muitos cidadãos ainda são usuários, pois há uma compulsão e uma dependência emocional, em muitos casos, o ato de fumar representa um escape para as dificuldades da vida e por possuir substâncias tóxicas acaba viciando o indivíduo, que não consegue parar o hábito.

Destarte, a cultura do tabagismo é um problema coletivo, pois afeta a todos, desde familiares que se tornam fumantes indiretamente pelo convívio até cidadãos que pagam impostos e esses são aplicados para cuidar de doenças intensificadas pelo fumo. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, em 2011, 30% dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) foram destinados às adversidades de saúde causado pelo tabagismo. Em vista disso, o cigarro traz inúmeras mortes precoces e destruição de laços familiares, além do dinheiro público não conseguir ser investidos em outras áreas e, principalmente, em ações para a prevenção do uso do tabaco em jovens e adultos.

Indispensável, portanto, a criação de ações interventivas para diminuição de usuários viciados em tabaco e substâncias tóxicas. Para isso, é mister que o Governo desenvolva campanhas com apelo emocional e represente os efeitos do uso do cigarro com comerciais de imagens fortes. Outrossim, atue na prevenção do consumo, desse jeito, crie projetos na esfera municipal com palestras interativas voltadas para o público jovem. Ademais, deve providenciar uma rede de apoio para fumantes que desejam parar o uso, disponibilizando psicólogos e terapias alternativas, a fim de oferecer ajuda para acabar com o vício e para que os indivíduos melhorarem sua saúde física e mental. Isto posto, a sociedade não será prejudicada pelos efeitos do tabagismo.