Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 14/09/2021

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras uma “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor às situações, frequentemente, esquecidas ou ignoradas. Seguindo a lógica barrosiana, faz-se preciso, portanto, valorizar também as problemáticas sobre o tabagismo, ainda que elas sejam estigmatizadas por parte da sociedade. Nesse sentido, a fim de mitigar os males relativos a essa temática, é importante analisar a influência do cinema e as consequências para a saúde das pessoas.

Em primeiro lugar, é necessário destacar como o cinema influenciou a sociedade sobre o tabagismo. Nessa perspectiva, no passado, fumar se tornou um símbolo de glamour, de modernidade e de sucesso, devido à visão passada pelos filmes e desenhos da época, como nas animações da Disney, nas quais possuem personagens fumantes, por exemplo, Capitão Gancho e Cruela. Consequência disso é o aumento no número pessoas fumantes e na consolidação dessa prática que persiste até os dias atuais. Diante dessa situação apresentada, é imprescindível que a mídia não motive essa temática.

Ademais, as consequências para a saúde dos fumantes e para as pessoas próximas devem ser discutidas. Dessa forma, embora existam vários alertas sobre os males do cigarros muitas pessoas ainda insistem em fumar. No entanto, essa prática acaba por prejudicar a saúde dos indivíduos próximos, possibilitando o risco de desenvolver diversas doenças, especialmente respiratórias e cardiovasculares, além de câncer de pulmão, devido à fumaça do cigarro ser tóxica. Tal situação enquadra-se no caso do famoso produtor cinematográfico, Walt Disney, que faleceu, em decorrência de um câncer de pulmão, pois fumava constantemente. Com isso, faz-se necessária a mudança de postura da sociedade.

Portanto, é dever do Estado garantir o bem-estar social, por meio da fiscalização de empresas cinematográficas, para que elas não incentivem o tabagismo e conscientizem as pessoas sobre essa prática. Além disso, cabe ao Estado alertar a população, por intermédio da divulgação das consequências sobre o cigarro, nas redes sociais e na TV aberta, a fim de instigar as pessoas a pararem de fumar. Assim, haverá uma sociedade mais segura e harmônica.