Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/09/2021
Em “Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, pai do teatro português, tece uma crítica a diversos comportamentos viciosos do século XVI. De maneira análoga, fora da ficção, a sociedade do século XXI demonstra as mesmas conotações no que tange ao tabagismo, visto que muitas pessoas vivem reféns do vício em cigarro. Nesse sentido, cabe analisar a lacuna na educação e a falta de investimentos enquanto pilares da problemática.
Em primeira análise, é notório que a falha na formação educacional é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo Immanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que recebe. Nessa perspectiva, nota-se que a escola não cumpre seu papel de formar e educar os cidadãos quando não aborda, na sala de aula, assuntos relacionados ao consumo de tabaco e seus efeitos na saúde e na vida do fumante, o que faz com que os jovens cresçam inscientes da gravidade do tabagismo e desenvolvam o vício na vida adulta. Assim, essa negligência na educação dificulta a intervenção da questão.
Ademais, é evidente que a ausência de investimentos influi fortemente na consolidação da problemática. De acordo com o pensamento de Karl Marx, a base de uma sociedade capitalista é o capital. Sob esse viés, percebe-se que, para serem resolvidos problemas dentro da esfera capitalista, como o tabagismo, faz-se necessário um massivo investimento financeiro, no entanto, há uma lacuna monetária, tanto em tratamentos para viciados em cigarro, quanto na disseminação de campanhas de conscientização. Dessa forma, essa insuficiência de capital investido contribui para a perpetuação do vício em tabaco.
Em suma, medidas são necessárias para combater o tabagismo na sociedade contemporânea. Portanto, é preciso que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, por meio de uma campanha nacional, promova debates nas escolas acerca do consumo de cigarro e seus malefícios, com o intuito de informar a população e, consequentemente, diminuir os índices de fumantes. Tal ação deve contar com a presença de médicos especialistas e com a distribuição de uma cartilha informativa aos estudantes e à população em geral. Paralelamente, urge que o Governo Federal invista em tratamentos gratuitos para viciados em tabaco. Desse modo, possivelmente, a crítica de Gil Vicente deixará de compor o contexto atual.