Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 20/09/2021
A Constituição Federal, documento situado no topo do ordenamento jurídico brasileiro, garante à população o direito à saúde. No entanto, a efetivação desse direito se trata de um cenário longínquo, dado os percalços que envolvem os problemas e as consequências do tabagismo no século 21. Logo, é preciso analisar a displicência governamental e o comodismo da sociedade como as principais causas do revés.
Nessa perspectiva, denuncia-se o desserviço estatal como um dos principais causadores do imbróglio. Para Thomas Hobbes, filósofo inglês, é dever do Estado proporcionar meios que auxiliem o progresso de toda a coletividade. Nesse sentido, por mais que queira o bem da população, as competências governamentais falham em não criar políticas que minimizem o uso do tabaco, o que faz, em razão disso, com que o gasto gerado pelos problemas de saúde relacionados ao tabaco seja altíssimo e causem prejuizos financeiros as receitas brasileiras. Assim, é ilógico pensar que, num país que se consagra desenvolvido, a diminuição do tabagismo seja secundarizada pelas autoridades.
Outrossim, constata-se que a falta de atitude do corpo social possui estreita relação com o infortúnio. Segundo dados da OMS, 1/4 das doenças coronarianas estão relacionadas ao tabagismo. Desse modo, por mais que os danos a saúde causados pelo tabaco sejam bem evidentes, muitas pessoas não se esforçam para largar esse vício, o que, por fim, gera milhões de mortes a cada ano referentes ao uso do tabaco. Dessarte, enquanto as pessoas não mudarem sua postura em relação ao vício de fumar, esse quadro nefasto irá se perdurar.
Em suma, observa-se a necessidade de atenuar os desafios relacionados aos problemas e consequências do tabagismo no século 21. Logo, o Ministério da saúde, órgão responsável por promover condições para proteção e recuperação da saúde da população, deve realizar ações que conscientizem a sociedade sobre os prejuízos que o tabaco pode proporcionar, além de dar todo o apoio necessário as pessoas que decidirem largar esse vício, a fim de que o número de mortes relacionados ao tabagismo seja cada vez menor e o corpo social posso gozar de sua plena disposição física e mental. Feito isso, poder-se-ia testemunhar o direito à saúde fora dos papéis.