Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/10/2021
O pior mal é aquele visto como algo corriqueiro, afirma a filósofa Hannah Arendt e o seu conceito de “banalidade do mal”. Nessa perspectiva, foi dessa maneira que, nos anos 80, o tabaco se popularizou e atualmente, no século XXI, mata sete milhões de pessoas por ano, dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Todavia, além dessa substância não fazer bem para a vida do cidadão, ela também gera prejuízos econômicos para a nação.
Sob esse viés, é notório ressaltar como o tabagismo é problemático para a saúde do indivíduo. Segundo o médico, ex-fumante, Drauzio Varela, o tabaco é uma das substâncias mais viciantes, podendo causar sintomas de abstinência 40 segundos após o seu uso. Nesse contexto, além de causar uma enorme dependência, os usuários desenvolvem inúmeros problemas de saúde, com câncer no pulmão, no estômago e doenças cardíacas, sendo por esse o motivo do alto número de mortes, conforme os dados da OMS. Dessa forma, é inadmissível que no século XXI, mesmos com tantas informações sobre o assunto, ainda exista um grande número de pessoas usuárias do tabaco.
Ademais, são inúmeros os problemas de saúde gerados pelo tabagismo que afetam negativamente os cofres públicos. Isso porque é gasto muito dinheiro no tratamento de pessoas que adoeceram por conta do uso desse cigarro, gerando, só no Brasil, R$2,1 bilhões de despesas, de acordo com o site de notícias do G1, recursos esse que poderiam ser usados para solucionar outros empecilhos do corpo social. Desse modo, é inaceitável que o governo não tome medidas eficazes para conter o uso dessa substância nociva que prejudica tanto a economia quando o bem-estar do indivíduo.
Urge, portanto, a necessidade do poder legislativo, em conversa com a sociedade, criar leis para proibir a produção e a comercialização do tabaco no país. Apesar da atitude ser drástica, a decisão deve ser tomada tendo em vista do alto poder viciante dessa droga. Esse projeto de lei deve ser implantado aos poucos, e prestando assistência para a reabilitação dos viciados no período de transição. O objetivo é ajudar a população a ser mais saudável e a diminuir os gastos públicos por causa das consequências do tabagismo.