Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/10/2021

O filósofo Gilberto Dimenstein, elaborou a tese, democracia “Cidadão de papel”, no qual o autor define como o indivíduo que possui direitos, mas não os vivencia, por desinformação social ou por subtração da esfera governamental. Nesse sentido, essa definição se relaciona a vários contextos brasileiros, como exemplo o tabagismo no século XXI seus problemas e consequências, que tem se mostrado presente diariamente, embora esteja previsto no artigo 196, que a saúde e direito de todos, assim como o acesso  à ações e serviços para a proteção da mesma Constituição Federal de 1988, norma ainda em vigor. Diante disso, carece esse direito na prática, já que esse adorno traz grandes transtornos aos inclusos nesse quadro, seja pela prejudicação da saúde do indivíduo, quanto pelos crescentes casos de câncer de pulmão no Brasil, abrangendo uma coletividade carente de atenção.

Dito isso, é factível que a conscientização desde cedo representa uma perspectiva de resolução de quadro, visto que o combate constante, em busca da diminuição do tabagismo no Brasil, mostra-se pouco garantido, pois o desenvolvimento se mostra ainda precário nas políticas sociais à saúde e uma infraestrutura carente. Logo se ve que, os direitos constitucionais à saúde tidos como “assegurados” pela legislação, se mostra ausente nas políticas públicas que visam o bem estar dos afetados, rente a persistência das doenças ocasionadas pelo tabagismo consequente ao nao progresso da saúde. Logo, apesar de existirem projetos como o INCA, programa nacional que promove assistência especializada integral ao paciente com câncer, ainda é muito dificil tratar os inúmeros casos crescentes de câncer de pulmão . Sendo assim, se vê a necessidade da implementação de políticas públicas mais eficazes para a  delimitação do alto consumo de cigarros.

Torna-se evidente, portanto, que o tabagismo no século XXI deve ser solucionado, através da extensão ao direito legislativo do artigo 196. Cabe ao ministério da Saúde, junto ao ministério da Educação, abordar e trabalhar o tema por meio de abordagem individual ou pública, em escolas, praças públicas como também em centros sociais. Ademais, é preciso que o Ministério da Saúde junto ao Ministério Público através de verbas da União e do fundo rotativo, mova capital para tratamento clínico e medicamentoso destinado  às comunidades carentes inclusas nesse globo. Além disso, as ONGs junto à mídia podem divulgar notícias e criar projetos de conscientização quanto ao câncer pulmonar e de valorização à vida. Dessa forma, contribuindo para uma sociedade mais consciente, desfazendo assim antigos paradigmas. Combatendo assim o embate deletério ao crescimento constante da doença de pulmão, iminente aos vícios químicos do tabagismo no país colaborando assim para um Brasil mais saudável.