Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2021
Na Constituição Federal de 1988, o direito a saúde pública é uma das garantias fundamentais do cidadão. No entanto, esse direito não tem sido assegurado à população brasileira. Nesse sentido, é necessário que medidas sejam tomadas para amenizar os problemas e as consequências do tabagismo no século XXI. Com efeito, a má influência midiática e a inércia estatal sabotam a valorização ao combate ao tabagismo.
Nesse prisma, o a apelo midiático exerce influência histórica na contrução do hábito não saudável no país. Acerca disso, Adorno traz em seus trabalhos o conceito de Indústria Cultural, em que há objetificação do homem pela mídia, o qual passa a seguir os passos pela seara midiática. Nesse viés, grandes empresas de cigarros negociam com o cinema para inclusão das marcas de seus produtos e de cenas com o seu consumo, o que torna nos filmes a oportunidade de um ideal desejável de prazer e sucesso. Em consequência, as pessoas perdem a capacidade de julgamento, uma vez que os cidadãos ficam manipulados pelas cenas, já que o indivíduo perde a percepção de dissernimento, e resulta na busca incessante por intorpecentes. Dessa maneira, é indispensável providenciar debates no ensino para formar cidadãos conscientes sobre os efeitos do tabagismo.
Ademais, o descaso das autoridades é outro entrave que catalisa o desuso das ações para coibir tabagismo no Brasil. Nesse sentido, o sociológo Max Weber que desenvolveu o conceito de Ética da Responsabilidade, em que o Estado busca avaliar ações em prol do bem-estar social. Todavia, a governabilidade nacional deturpa a máxima do pensador, tendo em vista que a nação sofre históricas negligências governamentais, bem como na proibição da publicidade de tabaco, e, por fim, em política públicas que realmente combatam esse infortúnio no país. Esse cenário, em suma, revela, o quão exígua é a postura dos líderes políticos para combater a cultura tabagista no país.
Portanto, a urgência de novas medidas para reverter esse impasse no Brasil. Para isso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve criar um projeto que vise a disseminação dos pontos prejudiciais ao consumo do tabaco. Isso deve ocorrer por meio de debates em sala de aula, com participação de pessoas que foram lesionadas pelo consumo exarcerbado da droga, afim de garantir a expansão da informação sobre o tema em questão. Além disso, o Senado deve discutir um projeto lei com intuito de coibir a divulgação de marcas de cigarro em cenas de filmes, novelas e até mesmo propagandas, afim de garantir os direitos dos indivíduos que venham ser prejudicados e mobilizar a população. Dessa maneira, será possível que o problema seja gradativamente minimizado no País.