Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 28/10/2021

Apesar de muitas pessoas não associarem facilmente o tabagismo ao termo drogas, popularmente associado às ilícitas, o hábito de fumar é um dos maiores problemas de saúde pública mundial. Isso, pois, a nicotina, droga psicoativa responsável pela depedência do fumo, é uma substância não produzida pelo organismo que atua no Sistema Nervoso Central, bem como outras drogas ilícitas que geram intenso debate social. Dessa forma, o hábito de fumar tão propagado atualmente, é consequência de uma indústria cultural e representa riscos a saúde da população em geral.

Primeiramente, a indústria cultural é a principal propagadora da necessidade de fumar entre os jovens. Nesse sentido, o sociólogo francês Pierre Bordieu, em sua obra “Teoria do Habitus”, destaca que a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados e posteriormente reproduzidos entre os indivíduos. Sob essa ótica, destaca-se a grande glamourização do fumo no último século nas produções de Hollywood, influenciando milhares de pessoas e gerando a necessidade de tal hábito como requisito para pertencimento a determinados grupos sociais. Logo, percebe-se a naturalização desse hábito prejudicial para saúde, por meio das obras cenográficas, conforme Bordieu destaca.

Ademais, as consequências representam elevado grau de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas e requerem gastos públicos com hospitalizações. Nesse contexto, o câncer de pulmão é o segundo mais comum no Brasil e seu desenvolvimento é associado diretamente ao tabagismo, conforme o Instituto Nacional do Câncer destaca. A partir disso, é possível verificar que, a curto prazo há a garantia de satisfação devido a ação da drogra presente, entretanto, há longo prazo leva a perda da qualidade de vida. Por meio dessa análise, é evidente a associação entre tabagismo e o aparecimento de doenças crônicas, destacando-se o câncer de pulmão.

Portanto, visto os desafios associados ao tabagismo, são necessárias medidas para combatê-las. Diante disso, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela promoção da saúde da população, precisa aumentar o nível de reflexão e conscientização sobre esse assunto, por meio de ações publicitárias nas mídias sociais, veículo de informação mais utilizado atualmente, com o objetivo de descontruir a normalização de tal prática na sociedade contemporânea. Além dessa medida, há necessidade de democratização de informações sobre complicações decorrentes de tal estilo de vida, por meio de linguagem apropriada de acordo com o grupo social dos pacientes, com o objetivo de conscientiza-lós sobre os malefícios advindos das substâncias presente nesses produtos. Mediante a essas ações concretas, o tabagismo deixará de ser uma preocupação recorrente no sistema público de saúde do Brasil.