Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 30/10/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, os entraves advindos do tabagismo crescem exponencialmente no século XXI. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes, busca por inserção social e fonte de prazer imediata e facilitada.

Em primeiro plano, evidencia-se a busca por inserção social como agravante no revés. Sob essa ótica, o filósofo grego, Sócrates, dissera que ‘’não devemos pautar nossas ações buscando a aprovação dos insensatos, pois isto seria prova de nossa insensatez’’. Desse modo, é usual que jovens iniciem no mundo do tabaco como meio de inserção social, visão herdada dos tempos remotos onde as castas mais altas fumavam frequentemente, e tal cultura se alastra até a contemporaneidade. No entanto, este primeiro contato, geralmente nas escolas, acaba por levar o indivíduo ao vício na nicotina, substância presente no cigarro, que causa dependência química severa, podendo levar a doenças como câncer. Logo, tristemente, enquanto não houver uma ressignificação nesse sentido, com uma atenção maior aos problemas dos jovens nas relações interpessoais, mais problemas irão acontecer.

Ademais, é notório a facilidade de prazer imediato e facilitado como coadjuvante na questão. Nesse sentido, na natureza a obtenção de prazeres naturais são raras, intrinsecamente, é difícil sair de um estresse imediato. Porém, a nicotina entra no cérebro como um calmante, sendo então, usada de forma indiscriminada nos cigarros, ao entrarem em contato pela primeira vez, os usuários, momentaneamente, só enxergam benefícios do uso da substância. Assim, o hábito vicioso acaba se instaurando no cérebro do cidadão e se torna cada vez mais difícil de parar, sendo então o extermínio do hábito extremamente dificultoso, uma vez que presente por várias camadas sociais, o viciado não consegue se desvincular. Pois, sempre que possa tentar a vir parar, acaba se deparando com o cheiro e com a visão da inserção social a um grupo específico.

Depreende-se, indubitavelmente, a adoção de medidas que venham a reduzir as causas e os problemas do tabagismo no século XXI. Por conseguinte, cabe ao governo federal, por meio dos Estados Federativos, destinar parte dos tributos arrecadados a campanhas públicas de incentivo a redução do fumo, adentrando as comunidades e explicitando os malefícios e encaminhando-os ao SUS. Desta forma, levando os cidadãos para avaliações com especialistas sobre como parar com o hábito vicioso, a fim de que futuramente a sociedade tenha uma redução significativa desses entraves. Somente assim, a tese Iluminista poderá se concretizar.