Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/11/2021

A série norte-americana Breaking Bad, vinculada à plataforma Netflix, retrata em sua drama o uso frenquente de várias drogas, entre elas o cigarro. Fora da ficção, hodiernamente, evidencia-se uma aproximação do drama com a contemporaneidade, uma vez que o uso excessivo de cigarros torna-se um agravante para a harmonia social. Diante disso, torna-se necessário o debate acerca do tabagismo no século XXI, apontando os seus frutos. Ademais, revela-se uma problemática ocasionada não só pelo desmantelo governamental, mas também pela influência midiática na sociedade.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a omissão do poder público sobre o aumento do consumo dessa droga lícita resulta-se em um entrave para a minimização de seus efeitos. Nesse sentido, a ação irresponsável atribuída à máquina pública concretiza a quebra do Contrato Social do filosófo Hobbes-denota que o Estado deve interferir nas relações que causam desordem- haja vista que a presença do vício desses entorpecentes acomede vários indivíduos com o surgimento de complicações de saúde, como o cancêr de pulmão e as doenças pulmonares. Somado a isso, o crescente número de efeito colaterais danosos desperta um olhar crítico para os gastos públicos no tratamento de doenças provenientes das milhares substâncias encontrados no cigarro, que alcança, segundo pesquisas realizadas pela revista galileu, em torno de 21 bilhões de reais. Em suma, o vasto caminho de destruição provocado pelo cigarro compromete a  intergridade saudável da população como um todo, e materializa um grave grau de entropia social.

Outrossim, é lídimo que o mecanismo de publicidade e de mídia provocam a existência desse entrave dentro da conjuntura social. Nesse viés, pode relacionar o comportamento coletivo ao conceito de Indústria Cultural dos sociólogos Adorno e Horkheimer-afirma que a mídia massifica o  corpo social e perpetua características- tendo em vista que o uso da figura do cigarro em materiais cinematográficos e em séries, geralmente associados a personagens protagonistas, interfere na conscientização dos males oriundos dessa substância química, e ainda potencializa o seu consumo exacerbado. Logo, a influência do conjunto midiático transforma a inexistência das controvérsias do cigarro em uma utopia ao cenário atual.

Infere-se, portanto, que medidas são imprescindíveis para reverter o panorama dos problemas e das consequências do tabagismo no século XXI. Para tanto, urge ao Ministério da Saúde a efetivação do restrigimento do uso do cigarro, mediante à fiscalização nos espaços públicos. Paralelamente, cabe a organizações midiáticas, como a rede televisiva Globo, a propagação dos efeitos colaterais danosos do tabagismo, por meio de campanhas elucidativas. Desse modo, o Brasil romperá vínculo com a ficção.