Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 01/11/2021

Em “O Auto da Barca do Inferno”, Gil Vicente, o pai do teatro português, tece uma crítica ao comportamento vicioso do século XVI. Fora da ficção, o contexto do Brasil do século XXI demonstra as mesmas conotações no que se refere aos problemas e consequências do tabagismo. Nessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de debate e da ineficiência governamental.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a ausência de discussão presente na questão. Sob esse viés, a escritora Djamila Ribeiro explica que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado nas consequências negativas do tabagismo, visto que pouco se fala sobre o assunto, tratando o tema como algo supérfluo. Assim, urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a ineficiência governamental. Por essa ótica, o filósofo Thomas Hobbes pontua que o Estado é responsável por garantir o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, tal responsabilidade não é honrada na questão do tabagismo, uma vez que o governo não está tomando atitudes que mudem a situação. Sendo assim, para que o bem-estar seja usufruído, o Estado precisa sair da inércia em que se encontra.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual na problemática. É fundamental, portanto, a criação de projetos de lei que contemplem o tabagismo no século XXI, pelas comissões da Câmara e do Senado, em parceria com consultas públicas. Tais consultas devem ser amplamente divulgadas nas redes sociais, para o público em geral ter acesso e se posicionar. Ademais, nessas consultas, seria viável disponibilizar para downloado uma cartilha em PDF que contemple os detalhes da lei proposta, para que o empecilho do tabagismo não só ganhe respaldo legal, como também o faça de maneira consciente por parte da população.