Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 02/11/2021
O sociólogo Émile Durkheim defende a necessidade de uma consciência coletiva na sociedade, isto é, de uma percepção de que, numa organização humana, deve haver o sentimento de comunidade e uma noção de cada indivíduo tem sua função e, juntos, promoverão o bem-estar. No entanto, o tabagismo no século XXI é um grande obstáculo para atingir esse bem comum, pois “esse mal do século” destrói a saúde dos cidadões e desestrutura, drasticamente, as famílias das vítimas. Nesse prisma, urge explorar as causas e as consequências que advém desse impasse a fim de solucioná-lo.
De início, saliente-se, a frase do escritor Paulo Coelho, o qual afirma que “Tudo o que é feito no presente afeta o futuro por consequência.” Destarte, torna-se possível inferir que, caso o desafio do tabagismo não seja superado, as próximas gerações serão diretamente afetadas. Nesse contexto, deve-se ressaltar como o crescente número de fumantes afeta a todos. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o fumo passivo é a inalação de fumo por meio da fumaça, por indivíduos não fumantes que pode causar desde alergias, até doenças mais sérias como o câncer. Nesse sentido, o tabagismo mundial que vem crescendo a cada ano, de acordo com o INCA, acarreta a população problemas, desde crianças que podem nascer com sequelas devido ao uso do cigarro na gravidez, até jovens e adultos que sofrem com os efeitos do cigarro no cérebro, dificultando a memorização e o aprendizado, apresentando verdadeiros obstáculos para construção de uma sociedade ideal e desenvolvida.
Somando a isso, é importante destacar que a educação é uma ferramenta poderosa para o desenvolvimento de uma juventude melhor. Nesse viés, segundo o sociólogo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Dessarte, por meio da educação, é possível inserir no ambiente social os malefícios que o tabagismo causa, como diversas enfermidades respiratórias, cardiovasculares e o aumento das chances de desenvolver câncer. Além de prejudicar a saúde da população, ainda ocasiona gastos hospitalares e com tratamentos, trazendo também consequências econômicas para o país. Todavia, a escola sem o suporte da família, não é capaz de obter a função educadora almejada. Ademais, essas duas instituições não obtêm êxito sem a assistência governamental. Logo, é de responsabilidade desse impasse e geral a criação de ações para a prevenção desse impasse.
Torna-se evidente, portanto, que o tabagismo no século XXI é um problema grave, o qual necessita de medidas eficazes para ser combatido. Assim, é necessário que o Governo Federal, em parceria com a mídia, dissemine propagandas impactantes à respeito do vício ao tabaco, por meio das redes sociais, como Facebook, Instagram, Twitter e WhatsApp, e da televisão aberta, a fim de mostrar a importância de dizer “não” ao cigarro, com o intuito de combater esse hábito e promover o bem-estar coletivo. Além disso, é dever da escola, como potencial formadora opinativa, conscientizar os estudantes a respeito das consequências negativas do fumo, por intermédio de palestras, seminários e vídeos informativos, com o apoio de psicólogas orientadores e médicos, objetivando formar uma nação de adultos norma, mais prevenidos e à frente de seu tempo. Dessa forma, será possível combater essa mazela social no país e promover o bem comum.