Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/11/2021
Em 1955, a indústria tabagista lançava a sua principal campanha com o objetivo de incentivar o consumo do cigarro: o “cowboy” de Marlboro. Com efeito, o hábito de fumar formentado desde o século passado representa grave problema de saúde pública. Desse modo, é urgente não só que os fumantes brasileiros compreendam as consequências negativas do fumo, mas também que o interesse das grandes empresas do setor dê lugar ao bem-estar da coletividade.
De início, é incoerente que, mesmo com todas as consequências nocivas, ainda haja cultura de fumantes no Brasil. Nesse viés, a combustão do tabaco gera aproximadamente 4000 compostos químicos, como hidrocarbonetos, substâncias poluentes e cancerígenas. De fato, ocorre que a população fumante desconhece - ou ignora - os efeitos tóxicos para o organismo humano. Dessa forma, não é razoável que o prazer momentâneo de um cigarro dê lugar ao câncer de pulmão, ao enfisema pulmonar e a diversas doenças letais.
Outrossim, a Lei Antifumo, publicada em 2011, prevê estratégias para desestimular o consumo de cigarros e garante a integridade, inclusive, dos fumantes passivos. Nesse viés, a influência da indústria tabagista brasileira ainda é um obstáculo para que a legislação alcance plenamente seus objetivos. A esse respeito, os cigarros sem fumaça e a facilitação do contrabando dos maços são estratégias cruéis que desqualificam as campanhas antitabagismo no Brasil. Assim, enquanto os interesses das grandes empresas tabagistas se mantiverem vivos, ainda haverá “cowboys” da Marlboro na sociedade.
Segundo Oscar Wilde, escritor britânico do século XIX, o primeiro passo é o mais importante na evolução do homem ou nação; nesse sentido, o consumo de cigarros precisa ser combatido no Brasil. Para isso, é essencial que o Ministério da Saúde apresente à sociedade os malefícios do fumo, por meio de infográficos e de documentários, como depoimentos de indivíduos que desenvolveram doenças pulmonares, a fim de eliminar a prática do tabagismo. Além disso, é importante que o próprio MS fiscalize as empresas que comercializam maços de forma irregular, por intermédio do envio de fiscais aos centros de destribuição desses produtos, de sorte que, assim, a nação brasileira construa, de fato, uma sociedade saudável e livre dos malefícios do tabaco.