Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 05/11/2021

Desde meados do século XX, fumar era uma demonstração de status, poder e riqueza, considerado um verdadeiro luxo, no entanto, atualmente, é de domínio público as consequências do consumo das mais de 4.770 substâncias presentes no cigarro, como aborto espontâneo, câncer, impotência e entre outros, que atingem não só o usuário, mas as pessoas ao seu redor pela fumaça tóxica. Pode-se dizer, então, que a romantização do consumo do cigarro pelos jovens e uma sociedade caracterizada pela ansiedade são os principais agravantes do quadro.

Em primeiro lugar, deve-se destacar como a idealização do fumo pelos jovens em seus meios e grupos sociais são grandes contribuintes para uma população usuária do cigarro. Segundo o psicólogo João Borba, a maioria dos usuários iniciam o consumo aos 19 anos, com a justificativa de que achavam bonito, para integrar em determinados grupos sociais, mas depois tornou-se um vício e não conseguiram largar. Logo, devido à tentativa ser uma pessoa mais popular, com mais status, jovens submetem-se ao consumo de substâncias completamente prejudiciais à saúde. Dessa forma, o ciclo do consumo do cigarro continua trazendo consigo as graves consequências à população.

Não apenas, em segundo lugar, uma sociedade caracterizada pela ansiedade também pode ser apontada como responsável pelo problema. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no Brasil. Com a falta de combate a vários fatores e problemas sociais, como a desigualdade e opressão, a vivência do brasileiro torna-se nociva a ele mesmo, fazendo assim, com que este veja o cigarro como uma fuga da própria realidade. Desse modo, a união da sociedade e atuação do Estado são essenciais no combate as consequências do tabagismo.

Portanto, infere-se que garantir ao fim do consumo do cigarro e suas consequências são um enorme desafio no Brasil. Em síntese, para que nenhum constituinte seja injuriado, urge que o Governo Federal, em união ao Ministério da Educação, atuem em prol da sociedade por meio de orientações nas escolas sobre as consequências do cigarro –e a importância de não iniciar pelo status social-, combatendo assim o frequente início ao tabagismo. Ademais, a sociedade também deve atuar em prol dela mesma por meio de manifestações e mobilizações que pressionem o Estado, a fim de melhorar a atual realidade do brasileiro e combater a fuga ao tabaco.