Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 05/11/2021
A “Belle Époque” foi um momento de ascensão ecônomica e cultura vivida pela europa no final do século XIX. Essa nova vivência cultural criou alguns hábitos sociais considerados refinados, como o ato de fumar. Séculos mais tarde, essa vivência europeia, que se disseminou sobre o mundo, ainda é um desafio para a saúde pública no Brasil, haja vista suas consequências para a saudabiliade da população. Diante desse fato, observa-se a consolidação de um grave problema, em virtude da falta de educação assoaciada à omissão do governo.
Nesse sentido, é importante ressaltar, em primeiro plano, que a falta de educação para a saúde é um problema que perpetua o tabagismo e suas consequências na sociedade. Sob esse aspecto, o filósofo Kant disserta : " O homem é aquilo que a educação faz dele". Nessa perspectiva, problemas complexos, como a persistência do tabagismo na sociedade contemporânea, são reflexo de uma lacuna educacional. Sobre isso, o documentário “É proibido fumar” ratifica essa tese ao demontrar, por meio de uma pesquisa, que a população não tem acesso à informação sobre a periculosidade do ato de fumar. Em decorrência desse processo, o tabagismo cria vítimas de cânceres de garganta, assim como de outras comorbidades, como a diabetes e a hipertensão.
Ademais, em segundo plano, outro fator que corrobora a manuntenção dessa triste realidade é a falta de zelo estatal. Sob esse viés, o filósofo Rousseau, em sua tese, preconiza que é dever do Estado garantir os direitos dos cidadãos. Entretanto, em matéria vinculada pelo jornal “El País”, o diretor do departamento de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, Claudio Bertolli, alerta que as políticas públicas governamentais são escassaz, sobretudo devido ao interesse do governo em arrecadar impostos das empresas produtoras de cigarro. Dessa forma, como há conflito de interesse em relação ao tema, pouco é feito para reduzir a taxa de fumantes no país. Como resultado disso, milhares de brasileiros são dependentes, quimicamente, da nicotina.
Fica claro, portanto, que o cenário atual é resultado da falta de desvelo governamental atrelado à baixa conscientização sobre a pericolosidade do fumo. Urge, logo, que o Ministério da Educação, por meio de parcerias com as Secretárias Estaduais de Saúde, crie um plano de comunicação, em âmbito nacional, para conscientizar e alertar a população sobre os malefícios da prática. Tal plano deve contar com a produção de conteúdos midiáticos, a serem amplamente divulgados nas redes sociais e canais abertos de televisão, com entrevistas de psicólogos, médicos e cientistas, com informações relevantes sobre o tema. Feito isso, o fascínio pelo ato de fumar vivido na Belle Époque ficará somente na história.