Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 13/11/2021
Na série televisiva “Mad Men”, são retratados os esforços de uma agência publicitária, junto a indústrias do tabaco, em associar o cigarro ao estilo de vida do século XX. Embora causado por novos problemas da sociedade moderna, o tabagismo ainda possui notável presença na conjuntura atual, associada ao estresse da vida cotidiana e à sobrecarga dos sistemas de saúde.
Em primeiro lugar, cabe mencionar o conceito social de “Hipermodernidade”, do filósofo Gilles Lipovetsky. De acordo com o francês, a sociedade contemporânea é marcada por uma cultura de excesso, intensidade e urgência, em que o tempo é cada vez mais vivido com preocupação. Assim, observa-se um salubre ambiente para a propagação de vícios, como o dos cigarros, que ganham atratividade por serem lícitos.
Ademais, vale referenciar pesquisa publicada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que coloca a dependência química do tabaco em terceiro lugar na causa de morte evitáveis. Além disso, são exigidos dos cofres públicos anualmente gastos de até 1,3 trilhão de dólares americanos. Desse modo, é possível evidenciar o significativo impacto causado pelo vício nos sistemas de saúde, que direcionam recursos humanos e financeiros no combate às doenças relacionadas. Em vista disso, são necessárias medidas profiláticas contra a dependência, visando a causa em vez da consequência.
Depreende-se, portanto, que o tabagismo no século XXI provoca severos problemas, que urgem soluções. Logo, o Ministério da Saúde deve implementar seminários interativos sobre a dependência química causada por cigarros e incentivar a prática esportiva, visando reduzir o consumo da população jovem, agindo de forma preventiva. Tal medida pode ser alcançada por meio de parcerias com escolas e atletas de clubes desportivos - preferencialmente aqueles com maior proximidade do público-alvo. Com isso, será possível estabelecer e incentivar um estilo de vida saudável e diferente daquele retratado na série “Mad Men”.