Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 09/11/2021

Em setembro de 2015, a Organização das Nações Unidas lançou a Agenda Global de Desenvolvimento, cujo objetivo é a extensão da saúde de qualidade para todas as pessoas. Todavia, a aplicação dessa garantia no Brasil encontra obstáculos devido as taxas elevadas de fumantes ativos, haja visto a ineficiência de políticas públicas e a adesão crescente de jovens ao tabagismo.

Sob esse viés, é válido ressaltar o déficit financeiro que políticas públicas mal sucedidas causam aos cofres nacionais. Nesse lógica, segundo à OMS, para cada um real investido em infraestrutura e capacitação de profissionais de saúde é economizado 4 reais em dispersas médicas, principalmente insumos usados no tratamento de doenças crônicas provenientes do tabagismo. Entretanto, o Brasil segue na contramão da recomendação da Organização Mundial de Saúde, devido aos crescentes cortes de verba para o setor de saúde pública e a falta de medidas eficientes no combate à tal aspecto. Dessa forma, a priorização por parte do Governo Federal em União com o Ministério da Saúde, em promover uma mudança na lógica da destinação de verba priorizando a prevenção às doenças relacionadas ao fumo é uma ferramenta essencial na promoção da saúde dos brasileiros.

Além disso, é importante frisar a adesão crescente de jovens ao tabagismo. Seguindo essa linha de raciocínio, é louvável citar o médico Drauzio Varella, que expõe em seu canal do You-Tube as conseguências e riscos da inserção precoce do jovem no papel de fumante, como impotência sexual e risco elevado de infarto do miocárdio. Dessa maneira, a desatualização da grade curricular de escolas públicas, no que tange à adoção de disciplinas relacionadas à saúde pública, mostra-se uma ferramenta inutilizada e pouco valorizado, porém de relevância necessária no cenário atual de aumento nos índices de jovens fumantes. Por isso, a concientização dos jovens nas escolas sobre os  riscos  que o fumo pode causar à sua saúde se torna uma maneira de efetivar a garantia ao bem-estar, como é expressa na Magna Carta de 1988.

Por fim, diante dos desafios supramencionadas, é necessário a ação conjunto do Estado e da sociedade para mitigá-los. Nesse âmbito, cabe ao poder público, na figura do Ministério da Saúde, em parceria com a mídia nacional, desenvolver campanhas educativas - por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens a serem veiculadas nas mídias sociais - a fim de orientar a população sobre os riscos que o fumo causa à saúde a longo prazo, bem como o aumento dos tributos sobre o comércio de cigarros a fim de inviabilizar, ainda mais, o acesso ao cigarro.