Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/11/2021

Ao longo do século XXI, o hábito de fumar era encarado como um status social, de modo que o cigarro era visto como glamuroso para mulheres e sinônimo de masculidade para homens. Entretanto, essa lógica foi sendo descontruída ao decorrer dos anos 2000, graças a campanhas socioeducativas no combate ao tabagismo. Porém, a existência de uma parcela expressiva de fumantes ativos no Brasil ainda causa prejuízos aos cofres públicas, graças a campanhas mal sucedidas de combate ao tabagismo e uma  adesão crescente de jovens à tal aspecto.

Sob esse viés, é válido frisar o impacto financeiro que a “empresa do tabaco” causa ao orçamento brasileiro. Nessa lógica, é importante citar uma pesquisa divulgada pelo IBGE em parceria com o INCA, que aponta um prejuízo anual superior à 10 bilhões de reais aos cofres públicos, devido a despesas médicas relacionadas ao tratamento de doençãs crônicas provenientes do hábito de fumar. A perpetuação dessa lógica, advêm de estratégias adotas pelas empresas desse ramo que, como por exemplo,  incorporam sabores aos cigarros, criando um fator atrativo para o hábito de fumar. Por isso, a adoção de polítcas públicas que visam endurecer estratégias da “industria do fumo” é um meio para reduzir o gasto público com doenças crônicas adivindas do uso de cigarros.

Além disso, é importante ressaltar a adesão crescente de jovens ao tagabismo. Seguindo essa linha de raciocínio, é louvável citar o médico Drauzio Varella, que expõe em seu canal do You-Tube as conseguências e riscos da inserção precoce de jovens no papel de fumante, como importência sexual e risco elevado de infarto do miocárdio. Dessa maneira, a escola se faz um agente essencial na redução da inserção do jovem ao tabagismo, por meio da abordagem do tema de forma didática ressaltando os danos causados tanto pelas substâncias contidas no tabaco, como a nicotina e o alcatrao, tanto os dados psicomotores causados pela dependência química, como as dificuldades respiratórias e os constantes episódios de abstinência causada pelo vício. Por isso, uma reformulação na grade curricular  de escolas públicas visando incorporar aulas sobre saúde e prevenção ao fumo é um medida essencial no combate a adesão precoce dos jovens.

Por fim, a atuação do Ministério da Saúde, visando o estabelecimento de médidas que endureçam as legislações relacionadas à comercialização de cigarros - como por exemplo, a proibição da incorporação de sabores aos cigarros - para desencorajar o estímulo ao hábito de fumar, bem como a atuação conjunto do Ministério da Educação e da mídia nacional, a fim de divulgar por meio de cartilhas e curta-metragens, veículadas nas mídias sociais e nas escolas públicas com o objetivo de conscientizar os jovens sobre os riscos à saúde do hábito de fumar.