Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/11/2021
Ao longo do século XX, o hábito de fumar era encarado como um status social, de modo que o cigarro era visto como glamuroso para mulheres e sinônimo de masculinidade para homens. Entretando, essa lógica foi sendo descontruída ao decorrer dos anos 2000, mas não foi extinta sendo evidente cerca de 10 milhões de fumantes ativos no Brasil, segundo o jornal Estadão, graças a políticas públicas ineficientes ao combate ao tabagismo e uma adesão crescente de jovens à tal aspecto.
Sob esse viés, é válido frisar o impacto financeiro que a “empresa do tabaco” causa ao orçamento brasileiro. Nessa lógica, é importante citar uma pesquisa divulgada pela IBGE em parceria com o INCA ( Institudo Nacional do Câncer), que aponta um prejuízo anual superior a 10 bilhões de reais aos cofres públicos, devido a despesas médicas relacionadas ao tratamento de doenças crônicas provenientes do hábito de fumar. A perpetuação dessa lógica, advêm de estratégias adotadas pelas empresas do ramo que, por exemplo, incorporam sabores aos cigarros, criando um fator atrativo para o hábito de fumar aumentando a propabilidade de adesão do indivíduo. Por isso, uma reformulação na lei antifumo, visando proibir a incorporação de fatores atrativos para o consumo de cigarros, como à incorporação de sabores, se faz uma medida necessária no combate ao tabagismo.
Além disso, é importante ressaltar a adesão crescente de jovens no papel de fumantes ativos. Seguindo essa linha de raciocínio, é louvável citar o médico Drauzio Varella, que expõe em seu canal do YouTube as consequências e riscos da inserção precoce de jovens à tal aspecto, como impotência sexual e risco elevado de infarto do miocárdio. Dessa maneira, a escola se faz um agente essencial na redução da inserção de jovens à tal hábito, por meio da abordagem do tema de forma didática ressaltando os danos causados tanto pelas substâncias contidas no tabaco, tanto os danos fisiológicos causados pela dependência química, como as dificuldades respiratórias e os constantes episódios de abstinência causados pelo vício. Por isso, uma reformulação na grade curricular de escolas públicas visando incorporar aulas sobre saúde e prevenção ao fumo é uma medida essencial no combate a adesão precoce dos jovens.
Por fim, a atuação do Ministério da Saúde, visando o estabelecimento de medidas que endureçam as legislações relacionadas à comercialização - por exemplo, a proibição das incorporação de sabores aos cigarros - para desencorajar o estímulo ao hábito de fumar, bem como a atuação conjunta do Ministério da Educação e da mídia nacional, a fim de divulgar por meio de cartilhas virtuais e curta-metragens, veículadas nas mídias sociais e nas escolas públicas com o objetivo de conscientizar os jovens sobre os riscos à saúde do hábito de fumar.