Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 12/11/2021

O tabagismo é um impasse de saúde pública que intensifica a pobreza, impacta negativamente a saúde do indivíduo e da comunidade, bem como afeta o meio ambiente. Sendo assim, os problemas e as consequências do tabagismo no século XXI, precisam ser superados para que a tese utilitarista de que as ações dentro da sociedade devem promover o máximo bem comum de John Stuart Mill seja atendida.

É relevante abordar, primeiramente, que a perpetuação do tabagismo é decorrente da indústria e do vício causado pela nicotina. Mesmo diante dos malefícios das substâncias químicas presentes no cigarro - não à toa tem-se nos rótulos dos produtos advertências sobre isso - muitas pessoas continuam fumando por vício, que é alimentado pelo alto valor econômico que as fábricas de tabaco geram. E essa indústria cresce a cada ano criando novos produtos como o narguilé e os cigarros eletrônicos, que também são ruins para a saúde. Dessa forma, o tabagismo desequilibra o bem-estar de toda a sociedade, porque o vício aumenta as diferenças sociais, por se tornar uma despesa para o dependente.

Ademais, cabe analisar outras consequências do tabagismo. Nesse sentido, a saúde do usuário e das pessoas que o cercam é fragilizada, sendo altos os índices de cânceres, doenças cardíacas e mortes, o que sobrecarrega o sistema de saúde e segundo o Anuário Brasileiro do Tabaco o custo foi de 21 bilhões de reais em 2011 para o Governo. Além disso, o meio ambiente é afetado pela indústria, pela fumaça e pelo lixo gerado pelo produto, o que aumenta as emissões de gases de efeito estufa e a poluição. Logo, o tabagismo precisa ser combatido por ser um grave problema social e ambiental.

Portanto, com o propósito de combater os impactos do tabagismo na sociedade e na natureza, é preciso atuar por meio da prevenção ao vício, o que desestabiliza a indústria do cigarro. Tal intervenção deve ser feita por meio de palestras em escolas de ensino fundamental, deve ser incentivada pelo estado e pode ser realizada por médicos, pois são competentes para falar sobre os impactos do cigarro na saúde pública. Dessa forma, o tabagismo deixará de ser uma barreira para o bem-estar social.