Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/11/2021

Segundo o artigo 196 da Constituição Federal de 1988 “A saúde é um direito de todos”. Contudo, ao analisar o tabagismo em questão no Brasil, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, pode-se dizer que a negligência governamental, além da inobservância midiática, são alguns dos principais responsáveis pelo quadro. Em vista disso, é imprescindível buscar alternativas que inibam o problema.

Primordialmente, é válido ressaltar a negligência governamental como fator preponderante. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, ocorre o impedimento que leis sejam efetivadas da maneira correta para a redução do fumo, visto que muitas pessoas fazem o uso do tabaco em locais públicos prejudicando a própria saúde e a dos cidadãos que se encontram no mesmo ambiente, ademais, o custo do tratamento para os usuários do tabaco exige um alto gasto e, portanto, o governo precisa regulamentar a produção e importação desse. De acordo com o filósofo grego Heráclito, “É impossível progredir sem mudança”. Nessa linha de pensamento, compreende-se que é imprescindível que a mudança ocorra hoje na sociedade brasileira.

Somado a isso, a inobservância midiática mostra-se como um grande desafio. O sociólogo Theodor Adorno propôs no século XVII, a tese de “Indústria Cultural", o qual retrata a tentativa da mídia de manipular o comportamento da população influenciando o consumo. Nesse viés, as empresas produtoras de cigarros utilizam as propagandas como meio de atrair os cidadãos ao uso dessa droga lícita, sem explanar os malefícios à utilização. Consoante ao pensamento do sociólogo Max Weber, que define a existência de quatro tipos de ações sociais inerentes ao ser, sendo uma delas a ação social irracional tradicional, que se baseia nas atitudes inconscientes do indivíduo. De fato, a teoria do sociólogo reflete o atual cenário brasileiro, de forma que o indivíduo influenciado pelos meios televisivos estabelece o hábito de fumar. Sendo assim, urge a necessidade de intervenção imediata.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, o Ministério da Saúde em parceria com o Poder Legislativo, deve criar uma legislação de limite para a compra de cigarros, por meio da utilização de CPF (Cadastro de Pessoa Física), a fim de limitar a quantidade da utilização por usuários. Além disso, a mídia deve criar um projeto que vise informar a população sobre o tabagismo, isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e reportagens, com a participação de profissionais competentes e membros da comunidade. Dessa maneira, será possível que o problema seja gradativamente minimizado no país.