Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 16/11/2021

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulga periodicamente uma lista com as substâncias e produtos mais danosos à saúde do ser humano. Nesse sentido, é notável que substâncias oriundas do cigarro, como a nicotina, por exemplo, representam agentes extremamente nocivos às pessoas. Sendo assim, o tabagismo no século XXI traz inúmeros problemas à saúde pública. Isso se deve a uma construção cultural de décadas passadas que traz hoje como consequências doenças atreladas ao sistema respiratório e o desenvolvimento de dependências químicas.

Em uma primeira análise, é válido ressaltar que o tabagismo, assim como o consumo de bebidas alcoólicas, se deve muito a necessidades psicossociais. Nessa perspectiva, os filósofos Adorno e Horkheimer desenvolvem um conceito chamado “indústria cultural”. Assim, tal ferramenta está atrelada à prática de diversas ações, que podem ser até mesmo nocivas à sua própria saúde, dentre elas o tabagismo, por exemplo, por parte de indivíduos como forma de se conectarem ao corpo social. Além disso, o tabagismo, até certo tempo atrás, era considerado um elemento que promovia a socialização, porém os tempos mudaram e hoje há restrições acerca do uso do cigarro em espaços públicos, por exemplo. Logo, tais mudanças ocorreram em função da ciência e de políticas que visam a saúde pública.

Outrossim, uma das principais consequências da prática tabagista é o desenvolvimento de doenças pulmonares, por exemplo. Nesse sentido, o Sistema Único de Saúde (SUS) promoveu pesquisas recentes que apontam que um dos principais fatores atrelados ao desenvolvimento de câncer de pulmão é o uso do cigarro. Dessa forma, além de doenças pulmonares, como câncer e enfisemas, substâncias presentes no cigarro, geram dependência química, como a nicotina e o alcatrão. Nesse sentido, o usuário desenvolve uma necessidade acerca do consumo de tais químicos, o que faz com que o indivíduo utilize cada vez mais esse tipo de droga lícita, perpetuando problemas de saúde pública.

Portanto, é cabível que medidas sejam tomadas a fim de mitigar as consequências e problemas acerca do tabagismo na contemporaneidade. Cabe, destarte, ao Governo Federal, em parceria com o SUS e a OMS, a promoção de campanhas publicitárias que visem minimizar o consumo de cigarros e derivados. Dessa forma, por meio da divulgação de materiais e pesquisas científicas que demonstrem à população os malefícios do tabagismo, é possível que a “indústria cultural” do tabaco venha a decair de modo a promover uma saúde pública de qualidade para toda a população.