Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/11/2021
Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções das pessoas sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Assim, contesta-se a notoriedade populacional acerca dos malefícios que o tabagismo promove à saúde e à integridade humana. Então, com efeito, reestruturações educacionais e midiáticas são medidas impostas como necessárias para que o tabagismo, no século XXI, tenha os problemas e as consequências expostos.
Inicialmente, é válido ressaltar a contribuição da baixa efetividade educacional para a promoção do uso recreativo de cigarro pelos mais jovens. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o sistema educacional brasileiro está estagnado há quase uma década frente aos demais países do globo. Desse modo, constata-se que, de forma distinta ao que dissertou Kant, a humanidade não está a caminho do progresso em diversos fatores, visto o regresso no âmbito da educação, a qual decorre em más costumes decorrentes da ignorância, como o tabagismo. Somado a isso, notam-se impasses, os quais favorecem tal resultado, entre eles, o anacronismo, isto é, a manutenção de costumes antigos na contemporaneidade, posta, por exemplo, a exposição exclusivamente teórica, em sala de aula, de matérias, que, no entanto, não efetivam bons resultados na prática cotidiana, haja vista a passividade dessas relações. Por isso, é preciso uma reforma nas diretrizes escolares, com a finalidade de aumentar a participação dos jovens às causas da realidade, a qual é inserida as drogas.
Outrossim, é imprescindível mencionar as mídias como o fator primordial para não só a manutenção do tabagismo, mas para o incentivo ao consumo do tabaco. De acordo com o escritor espanhol Adolf Vázquez, a repetição de determinada ação resulta, erroneamente, na naturalização do ato. Dessa forma, conclui-se que o cinema, ao reproduzir cenas de personagens principais fazendo uso do cigarro, está apresentando uma ação como comum ou, até mesmo, como necessária para a formação da personalidade do indivíduo, o que afeta diretamente o psicológico do telespectador, o qual pode, assim, tornar-se influenciado. Então, como já mencionou o sociólogo Pierre Bourdieu sobre a “violência simbólica”, há uma ação com ausência de coerção física, porém com resultado negativo impactante.
Portanto, evidenciam-se condutas para que o tabagismo, no século XXI, tenha os problemas e as consequências reconhecidos. Por conseguinte, o Governo Federal deve, por meio de uma reunião com o Ministério da Educação, promover uma reforma no currículo escolar, de modo a atualizar as diretrizes, formuladas por FHC em 1996, à vida moderna, a qual deve expor o tabagismo como algo retrógrado, a fim de cessar com a ignorância sobre o uso dessa droga para os estudantes. Logo, haverá progresso.