Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/11/2021

Em primeira análise, convém destacar que especialmente o cinema comercial americano, difundiu no Brasil e no mundo, o hábito de fumar cigarros, charutos ou cachimbos, através da construção de uma imagem de beleza e sofisticação. Sob essa ótica, de acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, em sua teoria do Habitus, a sociedade possui padrões que são impostos, naturalizados, e, posteriormente reproduzidos pelos indivíduos. Dessa forma, o costume de fumar e sua idealização, foi se inserindo na sociedade, ao longo do tempo, uma vez que a influência dos filmes,  fez com que o hábito continuasse se propagando. Logo,  a indústria do cigarro aproveitou desse cenário para atrair, principalmente os jovens, produzindo a cada ano, novas opções de produtos, como os dispositivos eletrônicos e vaporizadores. Assim, o advento dos “vapes” é uma nova estratégia das empresas tabagistas, para conquistar os adolescentes, pois esses dispositivos não possuem o odor desagradável do cigarro convencional, pelo contrário, existem diversas essências disponíveis para o uso, porém os danos à saúde são os mesmos.

Ademais, são inúmeras e expressivas as consequências negativas para a saúde dos tabagistas. Nesse contexto, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 443 pessoas morrem a cada dia com o uso do tabaco, além de indicar que, no país, há cerca de 24,6 milhões de fumante. Com isso, doenças como leucemia, câncer de boca, pulmão e outras enfermidades crônicas podem ser causadas pela utilização contínua do tabaco. Sendo assim, o câncer é a segunda maior causa de óbitos no mundo, por isso é inadequado descuidar do ato do fumo, visto que uma das consequências do seu consumo é a morte. Logo, fumar deve ser uma ideia distante para quem se preocupa com seu bem-estar, haja vista que o vício pode diminuir a longevidade do indivíduo fumante.

Portanto, faz-se necessária a realização de medidas que mitiguem o desafio. Assim, cabe o Ministério da Saúde, juntamente aos setores midiáticos, o papel primodial de incentivar nos programas televisivos de ampla audiência, com apoio dos influenciadores digitais, visando chegar até a populaçao mais jovem- debates quanto aos riscos para a saúde com o uso do cigarro, e dos dispositivos eletrônico. Assim, sendo feito, por meio da divulgação de cunho científico e informativo, sobre os inúmeros tipos de câncer e doenças que ele pode causar, com a mediação de médicos renomados como o Dr. Drauzio Varela, que enfatizem os malefícios do consumo de cigarro. Destarte, tal ação tem o fito de levar conhecimento sobre o fumo e suas consequências, a fim de transmudar a realidade brasileira da prática do tabagismo, no século XXI.