Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 17/11/2021

No mito da caverna, Platão descreve prisioneiros condenados a viver sob uma realidade ilusória, recusando-se a saírem da sua zona de conforto, mesmo quando alertados sobre a situação em que se encontravam. Consoante a isso, é possível relacionar essa alegoria aos adictos do tabaco, pois mesmo com diversas informações a respeito dos malefícios, o consumo continua. Sendo assim, o tabagismo no século XXI é um problema, tendo como motivador a rotina estressante das pessoas na atualidade e, como consequência, pode desenvolver diversas comorbidades em seus usuários.

Nesse cenário, cabe destacar que a rotina diária fadigante das pessoas é uma das causas possíveis para o aumento no uso de cigarros. Segundo Byung-Chul Han, em seu livro Sociedade do Cansaço, as pessoas estão continuamente esgotadas por estarem vivendo no século do desempenho, na qual é necessário demasiado esforço e positividade pessoal. Concomitantemente, essa sociedade acaba buscando fugas de seus problemas, sendo uma delas a utilização de drogas, como o tabaco, que causa a sensação de relaxamento e controle durante o seu uso. Por conta disso, quanto mais estressada a população se encontra, maiores são as chances desse vício prevalecer no meio social.

Ademais, é importante ressaltar o surgimento de variadas doenças físicas como impacto do fumo excessivo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o tabaco é responsável pela morte de cerca de oito milhões de pessoas por ano. Aliado a isso, é notável que fumantes estão propensos a desenvolver diversos tipos de câncer, motivados pelas substâncias prejudiciais contidas na droga. Além disso, não somente os usuários, mas aqueles que convivem próximo a eles, estão vulneráveis ao surgimento de doenças, pois encontram-se sujeitos a inalarem a fumaça produzida. Assim, é perceptível que o tabagismo é prejudicial para a saúde pública.

Nesse sentido, medidas são necessárias para assegurar a resolução do problema. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela proteção e garantia do bem-estar físico geral, o desenvolvimento de projetos que auxiliem na mitigação do número de fumantes no Brasil. Esses projetos podem ser realizados por meio da criação de um maior número de propagandas contra o consumo da substância, alertando aos seus usuários sobre as doenças provocadas. Em consonância, devem ser distribuídos gratuitamente nas unidades de saúde, medicamentos e atendimento personalizado para aqueles que pretendem parar de fumar, a fim de diminuir as taxas desse consumo no país e evitar maiores dificuldades para a comodidade da população. Somente assim, o Brasil poderá ultrapassar esse entrave.