Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 18/11/2021

Em medos do século XX, o ato de fumar era considerado tendência e foi disseminado, pela mídia e indústria cinematográfica, como sinônimo de charme e prestígio social. Entretanto, a publicidade acerca do cigarro ocultava os prejuízos do tabagismo e foi a causa da popularização do tabaco que ser perpetua até os dias atuais. Desta forma, para combater o tabagismo na sociedade brasileira, há de se difundir os efeitos negativos do cigarro, bem como combater a sociedade do espetáculo existente no século XXI.

Em primeiro lugar, é incoerente que, mesmo com a ampla informação sobre os efeitos prejudiciais, haja a cultura de fumantes no Brasil. Nesse sentido, vale ressaltar que a combustão do tabaco gera aproximadamente 2000 compostos químicos com diversas partículas tóxicas e cancerígenas e, em virtude disso, a Organização Mundial da Saúde afirma que essas drogas são a causa de 8 milhões de mortes anuais entre fumantes ativos e passivos em virtude das doenças - como o câncer de pulmão -   que podem ser geradas a partir de uma utilização de cigarros a longo prazo. Portanto, não é razoável que indivíduos ignorem a nocividade do cigarro e prejudiquem, principalmente, a saúde pública por puro prazer momentâneo.

Ademais, a volta da popularização do cigarro entre os jovens, na última década, diculta o combate ao tabagismo. Nesse viés, o filósofo Guy Debord desenvolveu o conceito de sociedade do espetáculo, segundo o qual as relações sociais são medidas por imagens as quais pregam um estilo de vida a ser seguido. Desse modo, essa espetacularização influencia os jovens à medida que para se autoafirmarem em determinados grupos sociais, os indivíduos acabam experimentando cigarros convencionais, narguilés e cigarros eletrônicos mesmo sabendo dos riscos que a utilização desses produtos podem causar.  Logo, é notório que essa cultura de espetáculo normalizou a propagação de comportamentos irresponsáveis dos brasileiros que continuam fumando e prejudicando a própria saúde sem se preocuparem com as consequências.

Portanto, fica evidente que para combater o tabagismo na sociedade brasileira, o Ministério da Saúde deve ampliar projetos de combate ao tabagismo no país. Para tanto, isso deve ser feito por meio do apoio prossional de médicos, psicólogos e assistentes sociais que atuem tanto em escolas quanto em postos de saúde para o auxílio dos usuários e informação da população de todas as faixas etárias, com a finalidade de que os cidadãos encontrem o apoio para abandonar o vício e, também,  para que os não fumantes conheçam os prejuízos do tabagismo.