Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 18/11/2021
O filósofo Raimundo de Teixeira Mendes, em 1989, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional Brasileira, mas também para a nação que, na atualidade, enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Diante disso, o tabagismo representa uma antítese ao símbolo pátrio, uma vez que tal postura resulte na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Nesse prisma, destaca-se duas causas importantes: a negligência governamental e o individualismo.
Diante desse cenário, é imperioso notar que a ausência de medidas governamentais potencializa o as doenças transmitidas pelo tabagismo. Dessa forma, o governo não apresenta medidas eficazes para a redução dos efeitos das drogas no Brasil. Perante a isso, o estado tem como dever cuidar do meio ambiente e de toda a sociedade, a fim de controlar essa problemática com desenvolvimentos sustentáveis. Segundo as ideias do filósofo contratualista John Lock, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre a sua função de garantir que a comunidade desfrute de direitos indispensáveis, como a saúde, o que é evidente no país.
Além disso, é fundamental apontar o individualismo como impulsionador do tabagismo no Brasil. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de domicílios, publicada em 2008, a venda de cigarro trouxe uma arrecardação econômica de 6,3 bilhões por ano. Nesse contexto, é válido ressaltar que o consumo do tabaco é um dos maiores motivos que causam as mortes pelo cancer e por doenças coronarianas, tendo mais de 10 mil mortes por dia. Inclusive, as substâncias tóxicas do cigarro também podem ser encontradas na fumaça, onde ameaça a sociedade e o meio ambiente ao ser egôcentrico colocando-os em risco para suprir a dependência do vício. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar o tabagismo no século XXI. Dessa maneira, cabe ao governo- principal responsável pelo bem-estar social- em parceria com o Ministério da Educação, deve financiar projetos educacionais nas escolas e faculdades, por meio de uma ampla divulgação midiática, inclua propagandas televistas, entrevistas em jornais e debates entre professores e alunos. Com isso, tende-se tornar indivíduos conscientes acerca da gravidade do assunto na sociedade. Espera-se, contudo, que o conflito evidenciado seja gradativamente erradicado no Brasil.