Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/11/2021
Na série “Friends”, a protagonista Rachel é privada de informações do trabalho por não se reunir com os colegas para fumar. Fora da ficção, observa-se como o hábito de consumir o tabaco, no século XXI, ainda é presente na sociedade, amparado por lei e pouco conscientizado, mesmo que maléfico à saúde. Com efeito, hão de ser analisadas as causas que corroboram para esse cenário, a fim de que, desse modo, essa consequência negativa seja evitada: a manutenção da legalidade e o pouco esclarecimento sobre os danos coletivos.
Em primeira análise, a permanência do amparo legislativo é impedimento para o combate do tabagismo no século XXI. Sob tal ótica, é incoerente a garantia do direito à saúde que consta na Carta Magna, promulgada pelo político Ulysses Guimarães em 1988, simultaneamente à legalidade do cigarro. Dito isso, entende-se que tanto os cidadãos comuns, quanto os representantes brasileiros, dissociam inadequadamente o ato de fumar da noção plena de segurança individual, ao passo que possuem fácil acesso a esse produto tóxico e viciante em locais do cotidiano, a exemplo das padarias. Por conseguinte, atinge-se a saúde coletiva, de modo a se obter um contexto adverso e fragilizado por consequência de uma concessão do Estado. Logo, para que o uso do cigarro seja exceção e a saúde dos indivíduos seja regra, é preciso que o tabaco se torne ilegal, subvertendo a normalidade em torno do consumo desse.
Ademais, é válido ressaltar o pouco conhecimento popular quanto aos problemas de saúde aos quais os fumantes passivos estão expostos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2008, 45,2 milhões de brasileiros morrem por ano por contraírem câncer em decorrência do contato com o tabaco, ainda que não tenham usado. Nesse viés, infere-se que muitos fumantes se isentam da responsabilidade sobre os malefícios à saúde alheia por ignorância, já que a crença de que o cigarro afeta apenas o fumante ainda é muito presente na atualidade. Para tanto, é importante que haja a conscientização sobre os malefícios dessa toxina na saúde coletiva, de forma a proteger os indivíduos quando a lei faltar. Com isso, será possível que a saúde estabelecida na Constituição Cidadã seja assegurada e o Brasil se torne efetivamente um Estado Democrático de Direito.
É evidente, portanto, como o tabagismo é prejudicial à saúde da sociedade, devendo ser combatido. Nesse aspecto, cabe ao Ministério da Saúde — agente do Poder Executivo do Estado — realizar um encontro com profissionais da saúde, noticiado por meio das mídias sociais, que pressione o Poder Legislativo a ilegalizar o tabaco e a conscientizar os fumantes dos efeitos do cigarro ao bem-estar coletivo, a fim de assegurar à saúde nacional prometida desde 1988.