Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 19/11/2021

É notória a necessidade de ir de encontro com os malefícios que o tabagismo causa na saúde pública. Essa controvérsia torna-se mais relevante quando se expõe a popularidade do tabaco entre os brasileiros. Com a advento da Indústria Cultural do século XX, a massificação da comunicação social colocou a implementação do uso do cigarro como um hábito glamuroso, de virilidade e romantismo. No entanto, combater a publicidade do tabaco e a viralização dos cigarros eletrônicos são desafios ao Governo e à sociedade para a promoção do “bem coletivo”, termo que foi proposto pelo sociólogo Rousseau.

A priori, essa problemática de caráter social remonta a popularização do hábito de fumar após a Segunda Guerra Mundial, que elevou a publicidade do estilo de vida americano. Dessa forma, consumir esse tipo de produto ainda é socialmente relevante, por mais que as campanhas antifumo sejam tão rígidas. Essa problemática pode ser ratificada por exemplo, na série “Elite” da plataforma de streaming Netflix. Nessa obra, os protagonistas fumantes têm um status social elevado e uma maior aceitação nos grupos. Sendo assim, a representação desses hábitos em uma série em que o público-alvo são adolescentes acaba sendo uma publicidade disfarçada.

Somado a isso, o aumento do uso do cigarro eletrônico é outro fator preocupante sobre a saúde dos usuários. Dessa forma, os vaporizadores têm os mesmos riscos de um cigarro comum e que a inalação de fumaça traz. Tal fato pode ser exemplificado nos dados publicados no site G1 da Globo, no qual, os números indicam o aumento de 78% do consumo em um ano. Diante dessa discussão, por mais que pareça ser algo inofensivo por estar sendo comumente compartilhado, a informação sobre o risco do uso também deve se tornar viral nas redes sociais.

Torna-se evidente, portanto, que a questão do tabagismo exige medidas concretas. É imperiosa, nesse sentido, uma postura ativa do Ministério da Saúde (MS) em relação ao combate do aumento de adolescentes fumantes, por meio da exigência de advertências antifumo nas mídias que tiverem personagens que irão fazer o uso do tabaco e vaporizadores. Porém, uma transformação completa deve passar pelas Redes Sociais, que em conjunto ao MS pode realizar campanhas publicitárias sobre a conscientização dos riscos dos cigarros eletrônicos, por meio de influenciadores digitais, para que os usuários entendam a necessidade de preservar a saúde de todos. Dessa forma, será possível construir novas gerações mais conscientes da realidade e da necessidade de cuidar de si mesmo e do próximo.