Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 03/03/2022
A organização Mundial da Saúde, em 1986, desenvolveu o “Conceito ampliado de Saúde”, definindo que a qualidade de saúde ideal era uma consequência de diversos fatores que compõe a sociedade. Três décadas depois, a população brasileira ainda não tem acesso garantido a melhor qualidade de vida. O consumo deliberado de drogas lícitas, especialmente o tabaco, gera o vício nos usuários, aumenta as desigualdades sociais e sobrecarrega o sistema de saúde.
Em primeiro lugar, o perfil econômico dos fumantes é determinante para o uso dos cigarros, segundo o IBGE, aproximadamente 14% das pessoas em situação econômica de vulnerabilidade possuem este vício, o dobro da média brasileira, sendo um reflexo da falta de garantia à cidadania, como renda, lazer e acesso à medicina preventiva. Aliado a isso, o contrabando de produtos falsificados torna o hábito ainda mais perigoso, tanto pelo preço mais atrativo quanto pela maior quantidade de resíduos tóxicos que são liberados e respirados pelos usuários. Logo, as medidas de taxação do cigarro, propostas pelo governo brasileiro, são ineficazes e, infelizmente, aumentam o problema do tabagismo no país.
Além disso, o uso do tabaco causa consequências devastadoras ao corpo dos usuários e das pessoas que convivem com fumantes. Segundo reportagem da revista IstoÉ, uma pessoa não fumante é exposta a cerca de 3 a 6 vezes mais toxinas que o próprio usuário, tornando pessoas que escolhem não fumar tem mais propícias a desenvolver doenças correlatas. Logo, a quantidade de enfermos em decorrência do fumo não é linear ao número de fumantes e infla o sistema público de saúde do Brasil, dificultando o acesso à medicina de todos os habitantes do país, inviabilizando tratamentos para que pessoas parem de fumar.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para combater o problema do tabagismo e suas consequências. Para isso, é necessário que o Ministério da Saúde crie campanhas anti tabagismo, conscientizando os fumantes dos danos causados e, além disso, abram centros de recuperação, para que as pessoas tenham para onde recorrer, evitando assim recaídas. Além disso, é imprescindível que o Auxílio Brasil, junto ao Ministério da Economia tenha um auxílio para pessoas em vulnerabilidade que estão se recuperando, criando um estado de bem-estar social.