Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/09/2022

No seriado inglês “Peaky Blinders”, o uso do cigarro é extremamente atrativo para os personagens, sendo vinculado a momentos de prazer e muitas vezes utilizado como válvula de escape em situações difíceis. Fora da ficção, refletir sobre o tabagismo na contemporaneidade é imprescindível, uma vez que a glamourização do fumo e o marketing industrial persistem no mercado, afetando diretamente a saúde do homem.

Em primeira análise, é fato que a mídia exerce um papel fundamental no fetichismo ao redor do tabaco. A exemplo disso, segundo a ONG Truth Orange, um em cada três fumantes menores de dezoito anos começa essa atividade por influência de séries e filmes. Nesse contexto, os jovens são um público extremamente vulnerável, já que é nesse período de descobertas que suas futuras personalidades e gostos são moldados para no futuro se estabelecerem socialmente. Dessa forma, o uso irresponsável do produto nessa idade traz consequências no desempenho físico, intelectual e até no comportamento do indivíduo, pois nessa fase o desenvolvimento acaba sendo comprometido e levando a doenças graves ao decorrer dos anos.

Outrossim, as indústrias de tabaco têm se renovado bastante ao longo do tempo. Desse modo, o Instituto Nacional de Câncer diz que o percentual de fumantes acima de 18 anos no Brasil é de 11,8%. Nesse sentido, mesmo com a proibição de comerciais na Tv e os riscos que são mostrados nas capas do cigarro, a introdução dos chamados cigarros eletrônicos e narguiles vêm apresentando uma nova faceta desse mercado.

Desta feita, a real necessidade de ações governamentais movidas pelo Estado, em parceria com o Ministério da Educação, faz-se inicialmente no direcionamento de verbas para campanhas - aulas, palestras e veículos midiáticos - educacionais, com intiuto de conscientização de jovens e adultos em relação ao uso do tabaco e derivados de fumo. Além disso, o governo aplicar multa para empresas que criam outras alternativas dessa prática de forma “lícita”, assim, fugindo desse aspecto glamourizado de séries e filmes e que promovem a excitação na compra desses produtos.