Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 31/08/2022

É sabido que, até o século XX, o cigarro era visto como demonstração de riqueza, símbolo de status.Mas logo se tornou evidente, o uso, em todas as classes sociais, o que causou inúmeras mortes, devido a falta de informação sobre doenças originadasdo tabaco. Segundo a Organização Mundial de Saúde(OMS) o tabagismo, nos dias atuais, é o principalcausador de mortes evitáveis no Brasil.

De forma recorrente o argumento da desinformação ainda é utilizado como desculpa para o uso de cigarro no Brasil, mesmo com as informações sobre seus malefícios sendo amplamente disseminados. Em 2011 foi criada a “lei antifumo” que consisti na proibição de propagandas com o intuito de venda e ainda obrigava que nas suas embalagens viessem alertas sobre doenças causadas pelo uso contínuo do cigarro tais como, câncer, doenças respiratórias, cardiovasculares e até dependência química, o que colabora com a divulgação de informações para sociedade civil e contribuiu para diminuição do uso.

Logo é inadimicível que esse cenário de crescente mortes evitáveis perdure durante o século XXI. No Brasil é gasto 125,148 bilhões de reais por ano para o tratamento de doenças que poderiam ser facilmente evitadas com a proibição da venda de um produto, comprovadamente prejudicial a saúde, empresários e Estado não podem visar recursos a cima de vidas.

Diante dessa perpesctiva, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais eficientes para combatero uso do cigarro. Segundo John Locke, configura-se como quebra do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadão desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde pública, o que infelizmente é evidente no país. E é papel da sociedade civil cobrar de seus governantes essas medidas efetivas.