Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 02/09/2022

No século XX, o período das Grandes Guerras impulsionou o consumo do cigarro, pois acreditava-se que este auxiliava no combate à ansiedade e ao estresse e não havia informações acerca dos malefícios. De modo análogo, fumar era um hábito da conjuntura brasileira e, inclusive, símbolo de poder. Todavia, em 1987, a Organização Mundial da Saúde iniciou uma campanha antitabagista a fim de conscientizar a população. A partir disso, nota-se que o tabagismo é um óbice global e os desafios para seu fim são o anseio pelo fim de aflições e banalização.

Em uma primeira análise, na obra naturalista “O Cortiço’’, de Aluísio Azevedo, há uma personagem chamada “Piedade” que, em meio às desilusões sofridas, torna-se alcoólatra. Diante disso, pode-se afirmar que a composição literária dialoga com a realidade, pois há diversas pessoas que, ao passarem por situações difíceis, adquirem hábitos prejudiciais com o intuito de aliviar - equivocadamente - suas angústias. Em 2020, por exemplo, o site “O Globo” publicou uma matéria que afirmava o aumento do consumo do cigarro em 34% entre os brasileiros no contexto da pandemia e relacionava este crescimento ao cenário estressante. Logo, é válido ressaltar que há formas saudáveis de combater as atribulações.

Ademais, outro problema que dificulta o fim do tabagismo no século XXI é a sua banalização. Com isso, é possível inferir que o pensamento da filósofa Hannah Arendt, no qual defende que banalizar o mal é ignorar suas consequências e não refletir sobre a própria responsabilidade, aplica-se na sociedade, uma vez que os efeitos do tabaco são trivializados em prol de status. Tal como uma notícia públicada, em 2021, pelo site “UOL” em que discorria sobre a ampliação do índice de jovens fumantes em busca de aceitação social e sensação de pertencimento.

Dessa forma, para combater o tabagismo no século XXI, é fundamental que o Estado somado às mídias digitais promovam palestras gratuitas, por meio de profissionais, como psicólogos e médicos, que informem a nação sobre os impactos do cigarro e ensinem métodos salubres e eficientes que auxiliem no alívio de frustrações. Essa medida, portanto, é imprescindível para que haja conscientização dos cidadãos e que a proposta antitabagismo iniciada pela OMS seja alcançada e cumprida.