Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 12/09/2022
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o tabagismo é reconhecido como uma doença crônica causada pela dependência à nicotina presente nos produtos à base de tabaco. E embora o país apresente um conjunto de leis bastante consistentes sobre os tabacos em geral, elas se abstêm, de forma geral, ao plano teórico, confirmando a o pensamento proposto pelo escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro “O cidadão de papel”. Em vista disso, medidas são necessárias para resolver esse problema recorrente, que dentre as principais causas estão a negligência estatal e o silenciamento do tema.
Sem dúvidas, um dos problemas relacionados com o hábito de fumar no Brasil é a carência de discussões agravadas pela falta de informação. Nesse sentindo, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria “Silenciamento dos Discursos”, alguns temas são omitidos na sociedade para ocultar os problemas sociais. Partindo disso, na sociedade brasileira contemporânea, essa tese se confirma uma vez que pouco se discute sobre o assunto, nos canais midiáticos e nas escolas.
Ademais, a negligência do Estado contribui para a perpetuação do problema no País. Segundo o contratualista John Locke, existe um contrato social que garante a dignidade e proteção do indivíduo, quando o básico não é garantido à uma quebra desse contrato e isso explicitamente acontece quando, o Governo não se posiciona frente ao surgimento em massa de novas formas de tabagismo- como os “vapes” e “pods”- que estão sendo cada vez mais naturalizados e consumidos na sociedade, aumentando, segundo o INCA , o número de fumantes e de tumores e doenças pulmonares relacionadas com o ato de fumar.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para combater o tabagismo no Brasil. Para tanto, é dever da mídia, que exerce grande influência no indivíduo, informar acerca dos malefícios do cigarro e afins, mediante filmes e séries, a fim de que seu uso seja reduzido ou erradicado. Além disso, compete ao Estado, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), intensificar a fiscalização da venda de produtos alternativos para o consumo de substâncias tóxicas, com o fito de extinguir a sua comercialização. Por fim, se tais medidas se concretizarem, existirá uma sociedade mais saudável.