Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 26/10/2022

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o uso do tabaco é considerado uma pandemia e como tal precisa ser combatido. Durante maior parte do século XX, o uso do tabaco era visto como uma forma de status e ascensão social, referendado por propagandas explicítas que contavam até mesmo com a participação de médicos e mulheres grávidas, levando muitos indivíduos ao vício.

Atualmente, embora o Brasil seja um dos países que mais combate o tabagismo no mundo, de acordo com a OMS, e o consumo no país tenha apresentado uma queda de 6,4% na última década, de acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), como consequência de medidas estatatais, como a proibição da veiculação de publicidades, aumento de impostos, entre outras, o uso do tabaco ainda é um problema que causa centenas de milhares de mortes no Brasil.

Dessa forma, de acordo com outro levantamento da VIGITEL, a taxa de adolescentes que consomem o tabaco cresceu de 7,4% para 8,6%. Sob essa ótica, a diversidade de maneiras existentes para o consumo atualmente, como em cigarros eletrônicos/vapers e Narguilé, é um fator que contribui ativamente para o aumento do uso entre os jovens. Ademais, o fácil acesso a esses produtos, embora existam leis que proíbam sua comercialização, em eventos sociais coloca o tabaco de maneira cada vez mais precoce na vida das pessoais, dando início a um ciclo vicioso de consumo que pode comprometer a saúde e o futuro do usuário.

Portanto, visando amenizar tal problemática, é essencial que o Estado, por meio do Ministério da Educação, crie, viabilize ou aprimore campanhas visando conscientização e prevenção nas escolas, como como o “Saber Saúde” do Instituto Nacional do Câncer e o PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência). Ademais, por meio de articulações entre o poder legislativo e órgãos de fiscalização, deve haver um enrijecimento de leis que coíbam o consumo e a comercialização de produtos a base de tabaco, com o objetivo de dificultar o acesso a tais produtos, cabendo ao Ministério Público fiscalizar e punir os responsáveis.