Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 19/10/2022
Durante o século XX, o ato de fumar foi amplamente difundido, o consumo de tabaco era visto como sinal de liberdade, sucesso e “glamour”. Essa perspectiva era alicerçada por filmes hollywoodianos e diversas propagandas televisivas. A quebra dessa narrativa da indústria do tabaco inicia-se na década de 90 que, ao ser concebida a alta prejudicialidade do cigarro, iniciam-se campanhas publicitárias antitabagismo. Todavia, o número de pessoas viciadas em tabaco vem crescendo atualmente. Diante desse cenário, faz-se necessário analisar os motivos para esse infeliz dado: o aumento do tabagismo no século XXI.
De início, a comercialização de cigarros tem suporte na lógica capitalista. Consoante o sociólogo Karl Marx, o capitalismo se baseia no acúmulo de riquezas e na transformação de qualquer objeto em mercadoria. Sob essa ótica, atua a indústria do tabaco que, em busca de mercado e renda, utiliza uma substância nociva e viciante como produto comercial. Dessa forma, a saúde da população é posta em segundo plano e permiti que pessoas se viciem em tal droga.
Ademais, a nova roupagem dada aos cigarros contribui para o avanço do tabagismo. Atualmente, houve grande popularização dos cigarros eletrônicos, os famosos “vapes”, que nada mais são do que uma nova estética para os cigarros tradicionais. Nesse sentido, as indústrias tentam reformular a imagem desse produto de modo a angariar novos consumidores. Contudo, essa nova forma de fumar é mais danosa do que os tradicionais cigarros. Prova disso é que, em 2022, a ANVISA proibiu o comércio de cigarros eletrônicos por apresentarem mais riscos à população. Dessa forma, o ressurgimento do cigarro no formato de “vapes” contribui para o aumento do número de viciados em nicotina.
Depreende-se, portanto, que o aumento do tabagismo é preocupante e urge ser combatido. À vista disso, é dever do Ministério da Saúde — órgão responsável pelas diretrizes de saúde nacional —, em conjunto com a ANVISA, atuar para coibir o consumo de cigarro. Isso pode ser feito por meio de campanhas publicitárias, como na década de 90, demonstrando todos os malefícios de tal substância, bem como os riscos dos novos cigarros eletrônicos, a fim de, pela conscientização, frear a expansão de brasileiros usuários de tabaco.