Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 08/11/2022

Segundo o filósofo ‘Jean Jacques-Rousseau’, o homem nasce bom, mas a sociedade o corrompe. Analogamente a esse pensamento, observa-se que a cultura do tabagismo no século XXI é fruto da deturpação dos valores humanos, decorrente da naturalização do uso do tabaco pela mídia e da banalização de suas consequências. Nesse sentido, se faz necessário analisar tal problemática para compreender seus efeitos na contemporaneidade.

A princípio, nota-se que a inserção do consumo do tabaco na sociedade brasileira é resultado da sua normalização pela indústria cultural. Nesse espectro, pode-se citar o “jeito americano de viver”, um movimento da década de 20 que se espalhou pelo mundo e defendia o consumismo exacerbado, onde era comum ver ‘outdoors’ com imagens de pessoas bem-sucedidas segurando um charuto nas mãos. Em função disso, o tabagismo foi naturalizado e vinculado ao sucesso pessoal em prol dos valores capitalistas.

Por conseguinte, o seu uso adquiriu intensidade e visibilidade entre a sociedade em geral, a ponto de seus efeitos a longo prazo serem ignorados pela população. Entretanto, segundo o Instituto Nacional de Câncer, aproximadamente 150 mil pessoas morrem por ano em virtude do tabagismo, além dos quadros de vício e dependência de seus usuários. Desse modo, atualmente, os resultados de seu consumo são cruéis e se distanciam do ideal de “sucesso” propagado no passado.

Em vista disso, portanto, observa-se a necessidade de combater essa problemática. Para tanto, cabe aos órgãos responsáveis pela comunicação em massa, junto com o Ministério da Saúde, realizar campanhas de conscientização sobre o uso do tabaco e suas consequências, por meio de propagandas nos principais veículos midiáticos, como as redes sociais, a TV e o rádio, para alertar a população sobre a questão do tabagismo. Assim, em oposição à máxima de Rousseau, a sociedade vai reeducar o indivíduo em vez de corrompê-lo.