Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 10/11/2022

Segundo o escritor Peter Drucke, “o saber e a informação são recursos estratégicos para o desenvolvimento de uma sociedade”. Tal ideia, no entanto, encontra barreiras para ser efetivada, sobretudo no Brasil, em que o tabagismo no século XXI configura um desafio a ser solucionado. Faz-se crucial, dessa forma, analisar a negligência governamental e a omissão midiática como principais responsáveis pelo viés.

Nesse cenário, é preciso expor de que modo a máquina pública opera no revés. Acerca disso, o filósofo inglês John Locke elaborou a teoria de Contrato Social, a partir do qual propôs que os humanos cedam sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles. No entanto, no país, esse contrato é diariamente rasgado à medida que as autoridades não ofertam propostas significativas que, potencialmente, objetivam promover políticas públicas na área da ciência que resultem em meios de tratamentos físico e mental no apoio ao abandono do tabaco por parte dos usuários. Nessa lógica, embora a Constituição Federal garanta o direito à saúde, o segmento estatal inoperante não cumpre seu papel, viabilizando um público descuidado e doente, uma vez que o ato de fumar acarretam em milhões de vidas ceifadas por ano.

Além disso, a displicência da mídia também agrava o impasse. A esse respeito, de acordo com o naturalista Lamarck, “os indivíduos são fortemente influenciados pelo meio no qual estão inseridos”. Por esse ângulo, a rede publicitária atua como um veículo de informação, porém, considerável parcela da população não possui o conhecimento sobre o tabagismo e os impactos causados nas pessoas fumantes e não fumantes, questão que abre espaço, infelizmente, para o desenvolvimento de doenças cardíacas e pulmonares. Logo, a desinformação social deve ser extinta.

É urgente, portanto, que providências sejam tomadas para erradicar o uso de tabacos. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem combater o uso de cigarros, por meio de projetos pedagógicos, como aulas e palestras capazes de levar jovens a recusar o uso dessa droga, a fim de garantir uma nação saudável e livre das mazelas sociais que o tabagismo oferta.