Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 23/02/2023
A obra “réquiem por um sonho” retrata como emoções reprimidas, como a tristeza, podem causar o uso de substâncias que alteram a química humana, tendo como objetivo “fugir da realidade”. Ademais, o ciclo se sustenta na medida em que a tristeza gerada pela substância causa ainda mais dependência no usuário. Fora da ficção, na contemporaneidade, o tabagismo possui semelhantes causas e efeitos. Essa realidade advém da falta de acolhimento psicológico e, assim como na obra fictícia, causa reais problemas sociais.
Primeiramente, é evidente a importância da fase juvenil na formação intelectual e cerebral de um ser humano. De acordo com Pedro Calabrez - renomado neurocientista Brasileiro - o córtex pré-frontal, responsável entre outras coisas pela tomada de decisões, leva em média 25 anos para se desenvolver completamente. Nesse sentido, torna-se clara a necessidade de uma supervisão, seja governamental ou familiar, para garantir a liberdade futura do indivíduo. Com isso, é possível postergar a escolha da adoção ao tabagismo, uma vez que premeditações podem causar danos permanentes como o câncer de pulmão.
Visto isso, vale também ressaltar danos além daqueles físicos e relacionados à saúde do fumante, como a recepção coletiva. A respeito disso, adequa-se o conceito de fumantes passivos explicitado pela OMS, que são as pessoas que indiretamente inalam a fumaça advinda do ambiente geral. Contextualizando, num ambiente familiar, onde os pais são fumantes e os filhos convivem com os mesmos, é esperado um grau de contaminação cruzada. Isso é vital porque, diferente do senso comum, o uso de cigarros não necessariamente possui apenas consequências individuais, já que pode afetar comunidades indiretamente.
Logo, vale analisar alternativas que visam atenuar a problemática discutida ao longo do texto. Em primeira análise, o Ministério da Educação deve, por meio de projetos educacionais, explicitar para a parcela juvenil as consequências do tabagismo, assim como monitorar seu uso. Esses projetos educacionais podem ser palestras, tanto para os pais quanto para os filhos. A partir disso, a realidade temida pela obra trabalhada a princípio será evitada e a população poderá viver com saúde e qualidade, não se arrependendo de ações prematuras passadas.