Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 14/10/2023
Embora prevista no 6.º artigo da Constituição Federal de 1988 como direito social básico, a garantia saúde, nem todos os brasileiros de fato gozam desse princípio, dado que parte da população vem sofrendo um tratamento injusto no que tange o seu bem-estar, uma vez que por falta de programas sociais de auxílio ao abandono de vícios químicos, mais de 7 milhões de pessoas morrem por ano devido ao consumo de cigarro, impossibilitando, desse modo, a difusão dessa prerrogativa fundamental. Diante do exposto, faz-se imprescindível a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
A priori, é importante ressaltar a débil ação do poder público vista na ausência de medidas governamentais para debelar o tabagismo, feito que confronta diretamen-te com o texto constitucional, haja vista, que ele determina como responsabilidade do Estado, a promoção de saúde. Ademais no texto “As cidadanias mutiladas”, o geógrafo brasileiro Milton Santos pontua que a democracia somente é efetiva à medida que atinge a totalidade do corpo social, ou seja, quando os direitos são desfrutados por todos os cidadãos. No entanto, a falta de conscientização acerca do danos causados pelo fumo evidencia que infelizmente não há democratização da saúde no Brasil.
Além disso, segundo o médico brasileiro Drauzio Varella, o organismo humano desenvolve resistência às drogas psicoativas no decorrer do tempo de uso, isto é, a dependência química é equivalente ao tempo e a intensidade de uso. Ainda segundo o especialista, os pacientes que buscam auxílio profissional para abandonar o tabagismo possuem chances maiores de sucesso. Assim, além de informar a sociedade sobre os malefícios do uso do cigarro, também é essencial fornecer a população fumante os meios necessários para enjeitar o vício.
Portanto, é necessária a aplicação de condutas para mitigar a problemática discutida. Logo o Poder Executivo, como responsável por administrar os interesses públicos, em sinergia com o Ministério da Saúde, devem auxiliar na criação de programas com a colaboração de médicos e terapeutas de modo a oferecer o apoio necessário para o tratamento da dependência química, afim de arrefecer a disseminação do problema.