Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 25/10/2023

No século atual, percebe-se a configuração de um grave problema relacionado ao tabagismo entre os jovens, que se enraíza na popularidade do ato de fumar, e também, a nefasta indústria do tabaco, que visa o lucro e propaganda desenfreada acima da saúde populacional e propaga o uso como algo descolado, desde os tempos mais antigos.

Em primeira análise, a popularização de tabaquear, é um desafio presente na questão. Análogo a situação, o filme “Anos 90”, dirigido por Jonah Hill, aborda o início da adolescência de Stevie, um garoto de 13 anos, que começa a fumar por influência do seus amigos. De maneira semelhante, o personagem jaz similar à realidade dos tempos modernos, posto que, é comum adolescentes se submeterem a cigarros eletrônicos e convencionais, com o intuito de se encaixar em um determinado grupo, ato esse que favorece o desenvolvimento do vício na nicotina e traz consigo, a dependência química, piora da saúde física, bem como o agravamento dos transtornos mentais.

Simultaneamente, o próprio mercado do tabaco é outro fator influenciador. Para Zygmunt Bauman, “os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado”. Tal constatação é nítida na ampla indústria tabagista, essa que recorre à glamourização do cigarro como meio publicitário para impulsionar o consumo desmedido, uma vez que, da década de 40 até a década de 70, o ato de fumar era tido como algo de requinte, devido à influência massiva do cinema daquele contexto. Dessa maneira, inverter a lógica e priorizar a saúde humana e a ciência é imperativo, uma vez que, a problemática traz consigo danos irreversíveis.

Portanto, é necessário intervir nos obstáculos supracitados. Para isso, o Estado deve criar políticas públicas, como a “semana da conscientização tabagista”, por meio de palestras com uma equipe multidisciplinar de sociólogos, psiquiatras e psicólogos, a fim de, alertar os riscos que o ato “inocente” do tabagismo pode causar. Paralelamente, o Poder Legislativo deve sancionar leis mais rigorosas, com o intuito de intensificar a fiscalização dos diversos meios de uso da nicotina e frear o “marketing” influenciador da indústria. Espera-se, com isso, diminuição dos impactos causados pelo tabagismo.