Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 31/10/2023

No Brasil, no início do século XVI, os primeiros portugueses a desembarcarem no país se depararam com o cultivo do tabaco já implementado em aldeias indígenas. No entanto, diferentemente daquela época, na qual a planta possuía caráter sagra-do e era usada para fins medicinais, com o passar do tempo, ganhou contornos problemáticos na história da humanidade, chegando aos dias atuais a ser conside-rada um dos mais graves problemas de saúde pública. Desse modo, agravam o quadro central a facilidade de acesso e a manipulação midiática.

Nesse contexto, é evidente que o tabagismo no século XXI continua sendo um de-safio de saúde pública, em parte devido à facilidade de acesso aos produtos do ta-baco. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, cerca de 9,4% dos brasileiros com 18 anos ou mais eram fumantes. Dessa forma, a disponibilidade generalizada de cigarros em estabelecimentos comerciais, a falta de restrições significativas de acesso a produtos de tabaco e a ausência de uma legislação rigorosa em relação à venda a menores de idade contribuem para que o tabagismo seja acessível e amplamente difundido.

Além disso, a manipulação midiática é outro fator que cristaliza ainda mais essa conjuntura. Um exemplo preocupante é a venda de cigarros eletrônicos, que, de a-cordo com uma pesquisa recente, cerca de 9,3% dos estudantes do ensino médio já fizeram uso desse produto. Esses dispositivos são muitas vezes comercializados de forma atraente, com sabores e embalagens apelativas, o que os torna mais atra-entes para os jovens. Diante disso, a manipulação midiática desempenha um papel crucial nesse cenário, normalizando o uso desses produtos e minimizando seus ris-cos, o que pode levar a um aumento na iniciação ao tabagismo cada vez mais cedo.

Portanto, diante da situação exposta, o governo federal, através do Ministério da Saúde, deve lançar o programa “Pulmões Livres”, que, por meio de regulamenta-ções intensificará o combate ao tabagismo. Isso incluirá a fiscalização ativa da ven-da para menores de idade, proibição de publicidade de tabaco em mídias acessí-veis aos jovens, como a internet e redes sociais, e embalagens de cigarros sem a-trativos visuais, a fim de reduzir o acesso e evitar a publicidade direcionada a novos públicos. Assim, diminuindo a perpetuação desse mal na sociedade.