Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 15/01/2024

Adoniran Barbosa, referência de samba paulista, foi responsável por proporcionar alegrias ao Brasil com sua musicalidade, mas também por silenciar-se com a própria morte. Assim como o sambista, no Brasil, esse erro é o mesmo de milhões: tabagismo. Por isso, é crucial abolir o costume mediante a análise dos seus problemas e das suas consequências no século XXI e, posteriormente, intervir efetivamente.

A princípio, a cultura é um elemento básico para a manutenção e a difusão de hábitos e escolhas da sociedade. Nesse viés, os cidadãos brasileiros são objetos da pesada influência midiática. Essa propagação de ideais, em favor do fumo, vem desde o século XX - a exemplo dos cigarrinhos Pan de chocolate - até hoje - com pensamentos empoderados nas artes audiovisuais que usam cigarro/charuto para status como cowboys e magnatas. Com isso, é natural que as pessoas desenvolvam comportamentos mórbidos, ou seja, fumar e influenciar os que não usam.

Ademais, a invalidez e a morte antecipada são algumas consequências do uso do tabaco, inclusive o fumo passivo. Tal fato, confirmado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), evidencia-se cientificamente por estar relacionado diretamento ao potencial desenvolvimento, por exemplo, de enfisema pulmonar e de câncer à medida que se fuma. Portanto, apesar dos não fumantes poderem sofrer de doenças comuns aos tabagistas, o simples ato de usar a droga aumenta exponencialmente as chances de tais sofrer com enfermidades.

Dessarte, ciente da influência social e dos males fisiológicos supracitados, urge intervenção imediata sobre a situação. Desse modo, o Ministério da Saúde, o Ministério das Comunicações e o Conselho Federal de Medicina devem se unir em prol de campanha que exponha os efeitos do cigarro na saúde, usando estratégia de condicionamento operante, por meio dos consultórios, da internet e de praças públicas. Tudo isso, a fim de abolir o comportamento, em outras palavras, a desconstrução da influência comercial midiática. Por fim, a possibilidade da população usufruir da saúde poderá ser tão plena quanto foi o prazer de Adoniran pela música.