Tabagismo no século XXI: problemas e consequências
Enviada em 15/03/2024
Zygmunt Bauman defende que “não são as crises que mudam o mundo, e sim nossa reação a elas”. Entretanto, no século XXI não é possível verificar uma reação interventiva no tabagismo, que é responsável anualmente por causar a morte de mais de 7 milhões de pessoas e um prejuízo de aproximadamente 1,5 trilhões nos cofres públicos. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um complexo problema, que se enraíza na busca por prazeres momentâneos e na falta de um pensamento racional.
Sob esse viés, pode-se apontar como fator determinante a busca pelos prazeres momentâneos. De acordo com o Hedonismo, o prazer é o sentido da vida. No entanto, a lógica hedonista gera o consumo do tabaco em parte da sociedade, visto que ao utilizar tal substância são liberados hormônios que despertam no sujeito prazeres momentâneos. Assim, a falta de um pensamento crítico que foque no longo prazo e meça as consequências dos atos dificulta a solução do problema.
Em paralelo, a falta de um pensamento racional é um entrave no que tange ao problema. Segundo Hegel, a razão rege o mundo. Porém, a realidade da sociedade atual aponta para a irracionalidade na questão do tabagismo, visto que mesmo sabendo os danos que essa substância causa à longo prazo, seja individual ou coletivamente, ainda assim existem pessoas que fazem o uso dela. Dessa maneira, sem uma lógica que permita fazer escolhas com bom senso, o problema continua.
Portanto, é imprescindível atuar sobre esse problema. Para isso, o MEC deve elaborar um projeto sobre pensamento planejador dos alunos, por meio de oficinas com psicólogos, a fim de reverter a priorização da felicidade momentânea para combater o tabagismo. Esta ação pode, ainda, entregar um “Planner de Vida”, para ser preenchido em casa pelos estudantes. Paralelamente, é preciso intervir sobre ausência de um pensamento racional presente no problema. Dessa forma, será possível lidar da melhor maneira com essa crise, como defendeu Bauman.