Tabagismo no século XXI: problemas e consequências

Enviada em 31/10/2024

Na produção cinematográfica, Euphoria, são abordadas problemáticas sociais da atual geração adolescente, em especial, a recorrência do uso de substâncias psico- ativas que induzem o abuso e dependência. Análogo à ficção, observa-se, na con-juntura social do século, a recorrente busca pela prática do tabagismo, hábito este, que potencializa problemáticas sociais e mentais. Isso ocorre, principalmente, como reflexo de uma mentalidade social desgastada, além de relações interpesso-ais coercitivas, fatores estes que favorecem tal compulsão e geram consequências a uma sociedade em desenvolvimento.

Deve-se salientar, inicialmente, o esgotamento mental característico da sociedade, que despeja as frustrações em drogas de efeito rápido. Esse condição é vista na o-bra “Sociedade do cansaço”, de Byn-Chul Han, na qual o autor argumenta que a hi-perexigência da contemporaneidade leva à exaustão, refletindo uma sociedade que valoriza a produção em detrimento da saúde mental. Tal negligência com o bem-

-estar é tratada por meio de substâncias anestésicas, encontradas no tabagismo, as quais são utilizadas na tentativa de solucionar dores emocionais e como meio de fuga da realidade opressora, aumentando o quadro precário de saúde popular.

Além disso, vale ressaltar o estímulo do tabagismo e sua rápida aceitação e nor-malização. De acordo com Durkheim, o fato social atua no imaginário popular, de-finindo modos de agir e pensar coletivos. A partir desse contexto, entende-se que a adoção de comportamentos se dá através da vivência em grupo, aliada à necessi-dade de inserção e aprovação social. Desse modo, o ato de fumar propaga-se em larga escala como um reflexo de hábitos densamente consumidos, coagindo sua aceitação àqueles que não o praticam e culminando em vício generalizado.

Com base no exposto, faz-se necessária a tomada de medidas afim de rever o há-bito do tabagismo no século atual. Para isso, deve-se levar em conta a atução do Ministério da Saúde, o qual deve, por meio de um projeto de lei, aumentar a oferta de profissionais específicos da área de saúde emocional – democratizando o aces-so a eles e fomentando a prática de se recorrer à medicina legal para tratamento de transtornos – aliado ainda, à campanhas de conscientização acerca dos risco do tabaco. Com isso, espera-se que a realidade de Euphoria se restrinja ao cinema.