Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?
Enviada em 27/10/2025
A tecnologia evolui de forma constante, ampliando seus usos para diversas áreas da vida humana. Com essas evoluções, é fundamental compreender os limites de seu uso, de modo a não comprometer interesses individuais e coletivos. Atualmente, muitos recursos tecnológicos têm sido utilizados de maneira inadequada, tornando-se rivais da saúde mental, ao aumentar a ansiedade e gerar dependências que podem se tornar verdadeiros vícios na sociedade.
Primeiramente, a tecnologia aumenta a ansiedade da população, pois cada vez mais as pessoas lidam com vídeos curtos, rápidas soluções e preparos. O tiktok, aplicativo de vídeos curtos, é uma tecnologia, que usada de forma errada, pode ser um rival da saúde mental, pois traz vídeos curtos e respostas rápidas para todos os tipos de pergunta, criando uma sociedade ansiosa e impaciente por espera. Segundo o G1, desde a criação do tiktok, houve um aumento de 25% das pessoas com ansiedade, por conta da facilidade de soluções para os problemas e pelos vídeos curtos que estimulam a liberação de dopamina, que dá a sensação de prazer e de recompensa.
Ademais, as pessoas tornaram-se excessivamente dependentes da tecnologia, já que, com os avanços, tudo se tornou mais fácil e prático. No filme Wall-E, pode-se observar uma sociedade totalmente submissa aos recursos tecnológicos, o que resultou em indivíduos alienados e incapazes de agir de forma autônoma. Em termos práticos, verifica-se que essa dependência tende a afetar não apenas o comportamento, mas também a saúde mental, visto que o uso descontrolado das telas estimula o isolamento social e a perda de senso crítico.
Portanto, é necessário que o governo crie medidas que faça o uso da tecnologia ser aliada a saúde mental, por meio de programas de conscientização sobre seu uso inadequado, a fim de diminuir a dependência tecnológica e o aumento da ansiedade da população. Assim, a tecnologia ajudará no desenvolvimento promissor das pessoas para alienarem seus interesses, ao invés de ser um rival na saúde mental de cada um.