Tecnologia e saúde mental: rivais ou aliadas?

Enviada em 05/11/2025

O avanço tecnológico transformou profundamente as formas de interação e o modo como as pessoas se relacionam com o mundo. Segundo o filósofo Zygmunt Bauman, “As redes sociais são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha”. Sob essa perspectiva, causam impactos negativos à saúde mental, mas também disponibilizam acesso a aplicativos que promovem o bem-estar.

Nesse contexto, é importante se atentar aos prejuízos trazidos pelo uso dessa ferramenta. Conforme o documentário “O Dilema das Redes”, produzido pela Netflix, torna-se clara a forma que as plataformas priorizam o engajamento acima da estabilidade dos usuários. Desse modo, as constantes notificações, curtidas e comentários estimulam uma busca incessante por aprovação, que prejudica o equilíbrio emocional dos indivíduos. Por conseguinte, transtornos como ansiedade, depressão e baixa autoestima tornam-se cada vez mais comuns entre eles.

Entretanto, há outro lado: esse instrumento pode ser aliado da saúde emocional. Consoante o sociólogo Manuel Castells, “A internet é muito mais que uma tecnologia. É um meio de comunicação, de interação e de organização social”. Nesse sentido, ela pode ser utilizada para conscientizar sobre problemas, criar grupos de discussão e de apoio, ou através da telemedicina. Consequentemente, promove hábitos saudáveis e acesso a profissionais, superando barreiras geográficas e de tempo.

Portanto, é essencial que o Ministério da Saúde - órgão responsável por definir, coordenar e fiscalizar as políticas nacionais de saúde - promova campanhas de conscientização, por meio de publicações em mídias sociais voltadas ao uso equilibrado de tecnologias, a fim de esclarecer a população sobre como elas podem ser benéficas, se usadas com moderação e cautela. Dessa maneira, haverá condições de construir uma sociedade mais crítica e capaz de usar os recursos digitais como ferramenta de progresso.